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São Caetano amplia tratamento para pacientes com dores crônicas

O novo ambulatório da rede municipal reúne fisiatria, psicologia e outras especialidades no Cuidar Jorge Martins Salgado

25/05/2026 | 16:01
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FOTO: Eric Romero/PMSCS
FOTO: Eric Romero/PMSCS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Prefeitura de São Caetano iniciou neste mês o atendimento multidisciplinar para pacientes com dores crônicas. Fisiatras, psicólogos e outros profissionais formam a equipe responsável pelas terapias, ampliando a resolutividade e possibilitando intervenções mais completas.

O ambulatório para o tratamento de dores crônicas é uma novidade na rede municipal de Saúde. Funciona no recém-inaugurado Cuidar (Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento, Apoio e Reabilitação) Jorge Martins Salgado, no Bairro Santa Maria, e já conta com ampla aprovação dos pacientes.

“Para falar a verdade, estou encantada. Tive oportunidade de tratar no particular, mas sem essa abordagem multidisciplinar. Esse grupo é tão necessário quanto os remédios”, atestou Edna Alcântara de Brito, 51 anos, metade deles convivendo com as dores da fibromialgia.

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Ela é uma das participantes do grupo terapêutico atendido pela psicóloga Fernanda Vinagre. “Entendemos que a dor crônica necessita de abordagem física e emocional. Temos paciente com ansiedade e depressão por conta da dor. No grupo, eles criam novos relacionamentos e aprendem a lidar melhor, a enxergar a vida além da dor. Isso inclui fazer atividade física, se alimentar bem, sair, se divertir e cuidar da saúde mental”, destaca a profissional.

Todos os pacientes participantes do grupo terapêutico são encaminhados pela Fisiatria. “Trabalhamos para aliviar as dores, melhorando a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes”, conclui a fisiatra Carolina Deléo Amato.

E os resultados, mesmo que iniciais, são extremamente positivos. Quem afirma são os próprios pacientes.

“Se falamos das dores sem parar em casa, a família começa a se distanciar. Aqui tenho liberdade para falar. Compartilhamos experiências e nos vemos no lugar do outro porque entendemos exatamente o que a outra pessoa está falando. Então a terapia em grupo, para mim, é a parte mais importante do tratamento, até mais do que os medicamentos”, finaliza Miriam Moreira Gaspar, de 74 anos.

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