'Risco reputacional' O evento teve redução de cerca de 60% no volume de patrocínios em relação aos últimos anos
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A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, organizada pela APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), acontece no dia 7 de junho na Avenida Paulista enfrentando um cenário de redução de cerca de 60% no volume de patrocínios em relação aos últimos anos, o menor nível de investimento privado desde 2018. Em edições anteriores, o evento já contou com mais de dez marcas apoiadoras e 19 trios elétricos, neste apenas duas, com um patrocinador.
A organização da Parada registrou a recusa formal de diversas empresas, em mais de um caso, o motivo apresentado foi "risco reputacional", expressão que revela uma reconfiguração mais ampla do posicionamento corporativo em relação à diversidade. "A realização de um evento do tamanho da Parada exige investimento, estrutura e parceria com diferentes setores, incluindo empresas que acreditam na importância da diversidade e dos direitos humanos. O apoio das marcas é fundamental para que a Parada aconteça nas ruas com a dimensão, segurança e alcance que ela tem hoje", argumenta Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP. Até o momento há apenas a Amstel, como patrocinadora, e Amstel Vibes e Philip Morris Brasil como apoiadoras confirmaram investimento financeiro.
Com o tema 30 Anos de Parada SP — A rua convoca, a urna confirma, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre mobilização popular e participação política em um momento de avanço de discursos conservadores e enfraquecimento de políticas corporativas de diversidade em diferentes países. A organização destaca que a edição histórica de 30 anos terá dimensão reduzida, com seis trios elétricos a menos do que em anos anteriores.
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