Nacional Titulo Na manhã desta quinta-feira

Operação prende Deolane Bezerra por suposto envolvimento com o PCC

A advogada e influenciadora é investigada por um esquema de lavagem de dinheiro

21/05/2026 | 08:32
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FOTO: Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A apuração mira uma transportadora de cargas em Presidente Venceslau, cidade no interior do Estado de São Paulo, apontada como instrumento usado para movimentar recursos da facção, e também alcança familiares de Marco Herbas Camacho, o Marcola, além de outros investigados.

Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre mandados de prisão preventiva, bloqueio de bens e busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma estrutura financeira usada para ocultar a origem de valores atribuídos à organização criminosa. Além de Deolane, foram presos Everton de Souza, conhecido como Player e apontado como operador financeiro do grupo, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, que estava na Espanha, em Madrid.

A operação também tem como alvos Marcola, que já está preso e recebeu novo mandado de prisão preventiva, o irmão dele, Alejandro Camacho, e o sobrinho Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Segundo a investigação, o esquema teria como eixo uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau. A empresa é apontada como parte de uma estrutura controlada pela cúpula do PCC para movimentar e dissimular recursos de origem ilícita.

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Deolane Bezerra passou os últimos dias em Roma, na Itália. Seu nome chegou a ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas ela retornou ao Brasil nesta quarta-feira (20). Nesta quinta-feira, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dela, em Barueri e em outros endereços ligados à influenciadora. Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane, e um contador também foram alvos de busca e apreensão. A investigação busca rastrear movimentações financeiras, vínculos empresariais e possíveis formas de ocultação patrimonial.

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Everton de Souza aparece em mensagens interceptadas durante a apuração dando orientações sobre a distribuição de dinheiro da transportadora. De acordo com os investigadores, ele atuava como operador financeiro da organização e indicava contas de destino. A polícia ainda suspeita que dois alvos estejam fora do país. Paloma Sanches Herbas Camacho, apontada como intermediária nos negócios da família, estaria na Espanha. Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, indicado como destinatário do dinheiro lavado, estaria na Bolívia.

Marcola e Alejandro Camacho estão presos na Penitenciária Federal de Brasília e serão comunicados sobre a nova ordem de prisão preventiva. Além disso 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e de R$ 357,5 milhões em valores financeiros dos investigados foram bloqueados pela Justiça.

Outra prisão

Esta não é a primeira vez que Deloane Bezerra é presa. Em 2024, a advogada foi detida preventivamente em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco com a própria mãe. A advogada ficou em uma cela separada da CPFB (Colônia Penal Feminina de Buíque), a 280 km de Recife.

No episódio, elas foram alvo da operação Integration, para desarticular uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Deolane foi liberada para cumprir prisão domiciliar, mas voltou à cadeia no dia seguinte após violar uma medida cautelar. Após 20 dias, a influenciadora e sua mãe foram oficialmente soltas da cadeia após determinação da Justiça. A decisão também revogou as prisões preventivas do CEO da empresa Esportes da Sorte, Darwin Da Silva Filho e para outros 14 réus.

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