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Cursos de enfermagem têm novas diretrizes curriculares

Para todo o País, a formação deverá ser presencial e com duração de cinco anos

19/05/2026 | 14:29
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FOTO: Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus
FOTO: Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os cursos de graduação em enfermagem de todo o País deverão ter formato presencial, duração de cinco anos e carga horária mínima de 4 mil horas. Além disso, o estágio supervisionado obrigatório deverá corresponder a 30% da carga horária total, no mínimo.

As mudanças estão previstas em resolução do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União e servem para as modalidades bacharelado e licenciatura a partir desta terça-feira (19).

As instituições de ensino têm até 30 de junho de 2028 para se adaptar às novas regras.

DGABC

A medida define princípios, estrutura curricular e critérios para a formação de profissionais da área em todo o país, alinhados aos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde), com ênfase na promoção da saúde, na redução de desigualdades e no respeito à diversidade.

Entre os pontos principais, o texto destaca a integração entre ensino, pesquisa e extensão, além da articulação entre teoria e prática desde o início da graduação.

As novas diretrizes também detalham as competências esperadas dos profissionais, após a formação:

- atuação no cuidado individual e coletivo, 

- gestão de serviços de saúde, 

- desenvolvimento de ações educativas e 

- participação na formulação de políticas públicas. 

O currículo deve contemplar áreas como cuidado em saúde, gestão, pesquisa, desenvolvimento profissional e educação em saúde.

Para a formação em licenciatura, a norma prevê a atuação prioritária na educação profissional técnica de nível médio, com foco na formação de docentes para cursos técnicos em enfermagem. 

O projeto pedagógico deverá seguir diretrizes específicas da formação docente e valorizar princípios como inclusão, democracia e compromisso com o SUS.

De acordo com a resolução, as mudanças buscam atualizar a formação em enfermagem diante das demandas contemporâneas da saúde e fortalecer a qualificação dos profissionais que atuam no sistema público e privado.

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