Rombo bilionário Junto com Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, Artur Gomes da Silva Neto pode responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro
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O Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta sexta-feira (15), 11 pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas a fraudes do ICMS na Secretaria da Fazenda do Estado. Entre elas, estão o empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e o ex-auditor fiscal de Ribeirão Pires Artur Gomes da Silva Neto.
Acusados de causar rombo bilionário aos cofres públicos, eles são suspeitos de integrar esquema que cobrava propina de empresas para facilitar e aprovar créditos do tributo junto à Pasta.
“Os valores eram pagos por meio de contratos simulados com uma companhia de consultoria tributária e, posteriormente, ocultados em operações de lavagem de dinheiro”, informa o Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos).
O grupo atuou entre 2021 e 2025. O ex-auditor fiscal é indicado como responsável por viabilizar créditos tributários. A mãe dele, Kimio Mizukami, é apontada como sócia formal da Smart Tax, empresa no Centro de Ribeirão Pires suspeita de lavar o dinheiro recebido. “Ela teve evolução patrimonial de cerca de R$ 411 mil para mais de R$ 2 bilhões em apenas dois anos”, detalha o Gedec.
As investigações também informam que os envolvidos preparavam a documentação e protocolavam pedidos de ressarcimento, além de dissimular a origem ilícita dos valores. As transferências para as companhias criminosas foram superiores a R$ 81 milhões.
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