Retorno Treinador fará sua terceira passagem pelo clube com o qual conquistou a Copa do Brasil em 2023
FOTO: Rubens Chiri / São Paulo FC

O São Paulo definiu nesta sexta-feira (15) que Dorival Júnior será o comandante do clube para a sequência da temporada. O treinador assinou contrato até o fim de 2026 após reunião realizada em Florianópolis entre a diretoria e seus representantes.
A negociação avançou após uma longa rodada de conversas iniciada ainda na quinta-feira. O executivo Rui Costa e o gerente de futebol Rafinha permaneceram na capital catarinense depois da eliminação para o Juventude, pela Copa do Brasil, para conduzir as tratativas diretamente com o técnico.
LEIA TAMBÉM: Além da questão salarial, Dorival demonstrou preocupação com o cenário interno do clube. Durante as conversas, o treinador buscou entender detalhes sobre os bastidores políticos do São Paulo, a situação financeira, o planejamento esportivo e os objetivos traçados para curto e médio prazo. A diretoria apresentou o projeto do futebol e tratou de possíveis reforços e movimentações do elenco.
O técnico acompanhará neste sábado o duelo contra o Fluminense, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Apesar da presença, ele ainda não comandará a equipe à beira do gramado. A partida ficará sob responsabilidade da comissão técnica permanente do clube.
Aos 64 anos, Dorival retorna ao São Paulo para sua terceira passagem. A mais marcante delas aconteceu em 2023, quando conquistou a inédita Copa do Brasil pelo clube. Na ocasião, o treinador somou 25 vitórias em 54 partidas antes de deixar o Morumbi para assumir a Seleção Brasileira. No comando da Seleção, Dorival dirigiu a equipe na Copa América de 2024 e permaneceu até 2025, quando foi desligado após derrota para a Argentina nas Eliminatórias. Na sequência, acertou com o Corinthians e conquistou mais um título de Copa do Brasil.
Dorival acumula no currículo quatro títulos da Copa do Brasil, além de uma Libertadores, uma Recopa Sul-Americana, uma Supercopa do Brasil e sete campeonatos estaduais.
O principal entrave era financeiro. A pedida inicial de Dorival girava em torno dos R$ 3 milhões mensais, valor próximo ao que recebia em sua passagem pelo Corinthians. O São Paulo, por outro lado, trabalhava inicialmente com cifras próximas aos R$ 1,5 milhão pagos anteriormente a Hernán Crespo. Após as negociações, o acordo foi fechado na casa dos R$ 2 milhões.
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