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Sindema vai à Câmara pedir apoio a reabertura de negociação salarial

Após rejeição da proposta de reajuste de 4,36% , servidores cobraram participação do Legislativo na articulação com a Prefeitura de Diadema

Felipe Delmondes
Especial para o Diário
15/05/2026 | 08:01
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FOTO: Mônica Van de Camp/Sindema
FOTO: Mônica Van de Camp/Sindema Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A campanha salarial 2026 dos servidores municipais de Diadema ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (14), durante sessão da Câmara. Depois de o Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema) rejeitar, em assembleia no último dia 5, a proposta apresentada pela administração do prefeito Taka Yamauchi (MDB), trabalhadores ocuparam o plenário para cobrar a retomada das negociações com a Prefeitura e maior participação do Legislativo nas discussões. 

A oferta do governo municipal prevê reajuste salarial de 4,36%, divididos em duas parcelas: 2,36% em maio e 2% apenas em outubro, sem aumento no vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-saúde.

Com a proposta do Executivo sendo recusada, os sindicalistas reivindicam os seguintes direitos: reposição integral da inflação, reclas-sificação, valorização profissional e salarial, reajuste dos benefícios, bem como melhores condições de trabalho. 

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A discussão foi levada à tribuna livre do Legislativo por Richie Soares, presidente do Sindema, que defendeu a retomada imediata das conversas com a gestão Taka e classificou como “absurda” a ausência de reajuste nos benefícios.

Durante as manifestações, o presidente da Câmara, Rodrigo Capel (PSD), chegou a ameaçar de prisão uma pessoa, provocando reação imediata dos servidores, que responderam com frases como “que ditadura é essa, presidente?” e “tem que respeitar os servidores”.

De acordo com o sindicalista, o governo informou à entidade que as negociações haviam chegado ao limite. “O que queremos é sair daqui com essa mesa reaberta e a possibilidade de negociar algo que, para nós, é absurdo, que é 0% no vale-alimentação, no vale-refeição e no auxílio-saúde”, afirmou.

Rodrigo Capel disse que o projeto não chegou oficialmente ao Legislativo e informou que a Casa iria encaminhar um ofício ao Executivo solicitando nova rodada de negociação, com participação dos vereadores. 

O parlamentar também anunciou a formação de uma comissão na Casa para acompanhar as tratativas entre a administração municipal e os servidores. “A presidência vai oficiar o governo de uma data de renegociação, vai abrir uma comissão para os vereadores que quiserem participar dessa mesa”, declarou.

Um dos principais defensores da participação da Câmara nas discussões foi o líder de governo, Juninho do Chicão (Progressistas). O parlamentar afirmou que os vereadores não podem ser cobrados por decisões das quais não participaram e defendeu que o Legislativo esteja presente nas reuniões para ajudar a construir uma solução conjunta. “A Câmara precisa participar, para que juntos possamos buscar o equilíbrio”, disse.

O vereador Gel Antônio (PT) endureceu o discurso contra a administração municipal e afirmou que o governo estaria “duvidando da capacidade de mobilização” dos servidores públicos. O parlamentar defendeu que nenhum projeto relacionado ao reajuste do funcionalismo seja votado sem nova rodada de negociação entre sindicato e Prefeitura. “O projeto que chegar aqui para dar um golpe no servidor em relação à questão do reajuste não pode ser votado sem discussão na mesa de negociação”, afirmou. 

O petista ainda alertou os trabalhadores para a possibilidade de o tema retornar rapidamente à pauta do Legislativo. “Os servidores precisam estar atentos a esta gestão”, completou.

Questionada sobre rodada de negociações com o Sindema, a Prefeitura de Diadema informou que recebeu ofício da Câmara solicitando reunião com a participação do governo e do Sindicato para discutir o tema, e que as partes envolvidas estão ajustando a data do encontro.

“A proposta da Prefeitura observa rigorosamente a condição financeira atual do município, configurando-se como uma oferta responsável e equilibrada. A administração reafirma seu compromisso com o diálogo e a valorização dos servidores, priorizando soluções coerentes com as medidas que a gestão vem adotando”, afirmou a gestão municipal por meio de nota. 

Por sua vez, o sindicato realizou assembleia logo após participação na sessão para alinhar os próximos passos da campanha salarial.

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