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Tarcísio diz que tabela SUS Paulista dará previsibilidade financeira aos prefeitos

Governador afirma que novo modelo permitirá às prefeituras planejar melhor os gastos com hospitais municipais

14/05/2026 | 20:47
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em entrevista exclusiva ao Diário na noite desta quinta-feira (14), afirmou que o decreto que inclui os hospitais municipais na Tabela SUS Paulista vai ser publicado o mais tardar na próxima semana e partir do edital será aberto espaço para adesão das cidades.

De acordo com o governador, ao longo do tempo os municípios foram assumindo cada vez mais encargos na saúde. “Vamos dar um exemplo que é o mais crítico, o de São Bernardo. Então, são cinco hospitais que atendem a região toda. É impossível hoje para o município fazer o custeio disso e a gente observa que a participação da União nos hospitais fica aquém”, pontuou.

O republicano afirmou que a criação da tabela SUS Paulista foi uma alternativa para enfrentar as dificuldades financeiras das Santas Casas e hospitais filantrópicos do Estado que passavam pelas mesmas dificuldades dos municípios.  Segundo Tarcísio, São Paulo possui cerca de 780 entidades filantrópicas prestando serviços de saúde, incluindo quase 400 Santas Casas, que dependem da tabela SUS federal para custear atendimentos. “Só que essa tabela vem congelada há mais de 20 anos”, disse.

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De acordo com Tarcísio, a defasagem dos valores contribuiu para o endividamento das instituições e até para o fechamento de leitos. “Quanto mais procedimento você faz com valores inflacionados, mais prejuízo você tem. Isso explica o endividamento das Santas Casas. Por isso nós resolvemos criar aqui no Estado de São Paulo uma tabela SUS do Estado de São Paulo”, completou.

O governador afirmou que a ampliação da tabela SUS Paulista para os hospitais municipais busca dar previsibilidade financeira às prefeituras responsáveis pela gestão das unidades de saúde. Destacou ainda que muitos prefeitos enfrentam dificuldades para planejar os investimentos na área por não saberem exatamente quanto vão receber ao longo do ano. “Percebemos um grande problema dos prefeitos com relação aos hospitais municipais: a falta de previsibilidade”, declarou.

Tarcísio citou como exemplo a situação de Santo André, administrada por Gilvan Ferreira (Cidadania). “Não dá para o prefeito não saber exatamente quanto vai receber. O Gilvan, com os dois hospitais que tem, será que vai receber R$ 20 milhões, R$ 80 milhões, R$ 10 milhões? Quanto é justo para aquela quantidade de atendimento?”, questionou.

De acordo com o governador, a tabela SUS Paulista permitirá que os municípios tenham uma referência mais clara para organizar os próprios orçamentos. “Aí vem a tabela SUS Paulista. Por exemplo, São Bernardo vai precisar de mais ou menos R$ 157 milhões por ano para sustentar os cinco hospitais. Em Santo André, serão cerca de R$ 58 milhões por ano para a gestão de três hospitais. Então, temos uma referência de custo-benefício e de previsibilidade para os prefeitos”, afirmou.

AGENDAS

O governador cumpriu nesta quinta-feira uma série de agendas no Grande ABC, com passagens por São Bernardo, São Caetano e Diadema. Em São Bernardo, entregou 236 moradias da CDHU na região do Areião, empreendimento que recebeu investimento de R$ 66,5 milhões em parceria com a Prefeitura. O residencial conta com apartamentos de dois dormitórios, áreas de lazer e sistema de energia fotovoltaica nas áreas comuns.

Ainda em São Bernardo, o governador falou sobre a criação da Cidade da Polícia Civil, complexo que reunirá delegacias especializadas, incluindo a primeira DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) 24 horas do Grande ABC. O espaço funcionará no bairro Planalto, e deve concentrar cerca de 200 agentes e 77 viaturas.

Tarcísio também afirmou que o Estado vai viabilizar acordo entre o Metrô e a empresa Prologis para implantação do pátio da Linha 20-Rosa no antigo terreno da Ford, no Taboão, além de destacar a inclusão dos hospitais municipais na tabela SUS Paulista, medida que deve ampliar os repasses estaduais à saúde da região.

Na segunda agenda do dia, em São Caetano, o chefe do Executivo paulista esteve com o prefeito de São Caetano, Tite Campanella, que oficializou sua filiação ao Republicanos durante almoço com o governador. Expulso do PL em abril, Tite afirmou que agora está “onde me querem e não onde não suportam uma crítica”. Tarcísio declarou que fez pessoalmente o convite ao prefeito e elogiou sua gestão à frente do município.

Encerrando a agenda no Grande ABC, o governador esteve em Diadema para entregar o Viva + Diadema – Engenheiro Osvaldo Misso, novo Centro Médico de Especialidades revitalizado pela Prefeitura em parceria com o Estado. Ao lado do prefeito Taka Yamauchi (MDB), Tarcísio acompanhou a apresentação das melhorias no equipamento, que passou a operar em horário ampliado após convênio estadual de R$ 2 milhões mensais. A expectativa da administração municipal é ampliar em até 80% o número de atendimentos, exames e cirurgias especializadas.




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