Economia Titulo Jornada de trabalho

Marinho, sobre 6x1: Fiesp e empresários exageram diagnóstico de impacto

Documentos atribuem mudanças a risco de desemprego e demais prejuízos econômicos negativos

14/05/2026 | 14:17
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Claudinei Plaza/DGABC
Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticou nesta quinta-feira (14) o que se referiu como "exagero" do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, e documentos empresariais que atribuem ao fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso) o risco de desemprego e demais impactos econômicos negativos.

"Quando o presidente da Fiesp, quando documentos de herança empresariais exageram do diagnóstico do impacto da redução da jornada de trabalho ... exagera que vai quebrar, que vai gerar desemprego, que vai gerar informalidade. Tudo isso nós já ouvimos em muitos momentos históricos do País e outros países do mundo", disse o ministro em discurso destinado à lideranças sindicais.

Marinho participou de audiência pública da Câmara, em São Paulo (SP), evento integrado ao programa "Câmara pelo Brasil", promovido pela comissão especial que debate o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho no País.

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Também estiveram presentes a ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede), e o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força.

A comissão é presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e tem como relator o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

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Pauta relevante para o governo federal e acelerada por conta do fator eleitoral, o fim da escala 6x1 tornou-se tema prioritário na Câmara dos Deputados. Nesse sentido, Marinho afirmou em seu discurso que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está acompanhando a tramitação atentamente.

Marinho relembrou feitos na área do trabalho pelas gestões petistas e criticou resistências empresariais aos benefícios concedidos aos trabalhadores, num retrospecto histórico. "Quando se criou a CLT, foi isso. Quando se criou o salário mínimo, foi isso. Quando se criou licença paternidade, foi isso. Quando se criou o décimo terceiro, foi isso. Quando se criou férias, foi isso', continuou o petista.

Na Câmara, a expectativa é que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do assunto seja votada na comissão especial em 26 de maio e levada a plenário no dia seguinte. O texto analisado (221/2019) é o do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ao qual a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) foi apensada.




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