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Cetesb libera obra de interligação da Billings em Rio Grande da Serra

Akira Auriani afirma que licença ambiental abre caminho para contrapartidas como obras viárias, saneamento e geração de empregos no município

07/05/2026 | 00:41
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO:  Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB), afirmou ontem, durante o podcast Política em Cena, do Diário, que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) liberou esta semana a licença para as obras da interligação Billings-Alto Tietê, projeto considerado estratégico pela Sabesp para reforçar a segurança hídrica da Grande São Paulo. De acordo com Akira, a água será transportada por cerca de 38 quilômetros de adutoras de aço enterradas, dos quais 16 quilômetros passarão por Rio Grande da Serra. 

“Nesta semana saiu a licença da Cetesb. Foram quase seis meses de estudo para que a Cetesb também pudesse identificar os impactos e autorizar a obra”, afirmou o prefeito.

De acordo com Akira Auriani, o diálogo com a Sabesp começou em outubro do ano passado, com o objetivo de entender os impactos e quais seriam as contrapartidas do projeto para o município. “Desde o início houve essa conversa para entender como a obra seria feita, quais os pontos importantes para tomarmos os devidos cuidados e informações para passar à população”, pontuou.

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O prefeito relembrou que, em 2015, obra semelhante já havia gerado questionamentos na cidade. Na ocasião, o foco era a transposição do Braço Rio Pequeno, medida emergencial adotada pelo governo estadual durante a crise hídrica que atingiu o Estado. O projeto foi executado para socorrer o Sistema Alto Tietê, mas acabou alvo de críticas pela dispensa de estudos ambientais mais aprofundados na região de mananciais de Rio Grande da Serra.

“A obra foi feita de maneira aérea e isso gerou muito impacto ambiental na cidade. Cobramos a Sabesp para que revisse também essa construção, que ficou parada. Hoje, esses tubos cortam nosso município e uma das contrapartidas que pedimos foi a retirada dessa tubulação. Não é uma questão só de impacto ambiental, mas também de autoestima para os moradores, que tinham muito carinho pelo local onde foi feita a elevatória”, disse Akira, ao destacar que as novas intervenções na cidade devem levar pouco mais de um ano para serem finalizadas.

O prefeito destacou ainda que o município terá como contrapartida cerca de 20 quilômetros de asfaltamento nas vias por onde a obra passará, além de outros 16 quilômetros indicados pelos vereadores e pela Prefeitura. “Temos ainda contrapartida para retirada dos tubos (aéreos), além de pontos que consideramos importantes. O primeiro é a questão do saneamento básico. Temos de forçar neste momento a universalização desse processo”, afirmou.

Acrescentou ainda a reforma do prédio conhecido como mirante, cuja obra está parada há mais de dez anos, onde será implementado um centro de qualificação e treinamento para a população. “Também serão contratadas mais de 200 pessoas do município para a obra e outras questões pontuais que estamos tratando agora que saiu a licença”, complementou.

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