Mais um caso Agressor seria um acompanhante de paciente e foi encaminhado ao 3° DP do município; vítima permanece internada
FOTO: Reprodução

O Grande ABC voltou a registrar um episódio de violência contra profissionais da saúde. Desta vez, o caso ocorreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Demarchi/Batistini, em São Bernardo, por volta de 23h nesta terça-feira (5). Segundo nota oficial da Prefeitura, o funcionário foi agredido por um acompanhante do paciente, que invadiu o consultório onde o enfermeiro realizava o atendimento de uma criança e exigiu prioridade no atendimento à sua irmã. O profissional explicou que já estava finalizando o atendimento, mas foi surpreendido pelo agressor que partiu para cima e desferiu socos em seu rosto.
A GCM (Guarda Civil Municipal) foi acionada para atender a ocorrência. Após a confusão, o homem fugiu, mas foi encontrado pela Romu (Ronda Ostensiva Municipal). O suspeito foi conduzido até o 3°DP (Distrito Policial) de São Bernardo, onde foi autuado por lesão corporal. Ele irá responder ao processo em liberdade. O agressor será penalizado, na esfera administrativa.
Em fevereiro deste ano, a Prefeitura de São Bernardo conseguiu aprovar, por unanimidade junto aos vereadores, um projeto de lei que prevê multas a partir de R$ 4.863 aos casos de violência a profissionais de saúde, podendo chegar até a R$ 10.000 em caso de reincidências.
O enfermeiro recebeu atendimento inicial na própria UPA e foi encaminhado ao Hospital de Urgência de São Bernardo, onde exames constataram fraturas nos ossos da face. Ele permanece internado, sob monitoramento, e passará por avaliação com especialista nesta quarta-feira (6), que irá definir a necessidade de intervenção cirúrgica ou a adoção de tratamento conservador.
OUTROS CASOS
Em julho do ano passado, uma médica também foi atacada por uma paciente durante o plantão na UPA Alvarenga, em São Bernardo, resultando no uso do botão de pânico e deslocamento de agentes da GCM. De acordo com relatos da própria profissional e de testemunhas, o episódio ocorreu após a recusa na emissão de atestado. Logo depois do caso, o CIMGE (Centro Integrado de Monitoramento e Gerenciamento de Emergências), no Paço Municipal, incorporou, no mês seguinte, cerca de 800 câmeras existentes nos equipamentos de saúde.
Ainda no Grande ABC, outro caso semelhante ocorreu na UPA Perimetral, em Santo André, no dia 31 de outubro de 2025, e envolveu um paciente que estava agressivo desde o início do atendimento. Segundo nota oficial da Prefeitura, ele chegou à unidade com queixas de formigamento nas mãos e cefaleia e tentou agredir a equipe médica enquanto recebia medicação.
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