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Três em cada dez eleitores do Grande ABC abriram mão de candidatos no pleito de 2022

Levantamento do ‘Diário’ considera abstenções somadas a votos nulos e brancos; São Caetano tem maior engajamento eleitoral

Bruno Coelho
02/05/2026 | 07:07
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FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil
FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Em 2022, nas últimas eleições gerais, o Grande ABC registrou média próxima de três a cada dez moradores aptos às urnas – a partir dos 16 anos – que não destinaram votos a quaisquer candidatos em disputa naquele ano, ao considerar abstenções, votos nulos e brancos perante o número geral de eleitores na região. Os dados variam conforme a cadeira, com destaque negativo para postulantes ao Senado, onde a média chega a quase quatro pessoas (3,7) a cada uma dezena. Na corrida presidencial, o número é de 2,4.

Além do Senado, o desinteresse do eleitorado regional é mais latente nas disputas proporcionais (deputados estaduais e federais) e para o comando do Estado. No levantamento realizado pelo Diário com base nos dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o cargo de governador atingiu índice de 3,1 pessoas com direito a voto que não escolheram um representante ao Palácio dos Bandeirantes. Para a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o comportamento é semelhante: 3,07. Para a Câmara Federal, o alcance chegou a 2,9. 

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Há quase quatro anos, o Grande ABC contou com 2,1 milhões de moradores com título de eleitor válido. Já entre as abstenções, as sete cidades registraram 426.441 eleitores ausentes. Brancos e nulos variam conforme candidatura, com menor engajamento para o Senado, entre 150.200 e 218.338, respectivamente. Por outro lado, ainda nesse quadro, a disputa presidencial contabilizou, na mesma ordem, 31.652 e 67.505 sufrágios inválidos.

No topo da pirâmide de engajamento, São Caetano registrou os melhores índices de participação entre as sete cidades. O município apresentou 2,1 eleitores a cada dez que não escolheram um nome para presidente, a menor marca da região. Nas disputas para deputado federal e estadual, o patamar de não escolha foi de 2,5 a cada dezena. Mesmo no Senado, o indicador ficou em 3,0. 

São Bernardo apresentou comportamento de engajamento intermediário, ligeiramente superior à média verificada em Santo André. Para deputado federal, o município registrou 2,8 eleitores sem escolha a cada dez, contra 3,0 em solo andreense. 

Na corrida presidencial, os números foram de 2,3 para o eleitorado são-bernardense e 2,5 para a cidade vizinha. Ambos os municípios, no entanto, convergem para o desinteresse no Senado, com índices de 3,5 e 3,6, respectivamente.

Em Diadema, a média de eleitores que não escolheram um governador chegou a 3,2 a cada dez aptos. Ribeirão Pires contabilizou um desinteresse ainda maior para o comando do Estado, atingindo a marca de 3,3 eleitores a cada dezena. Para deputado federal, as cidades mantiveram indicadores de 3,0 e 3,1, respectivamente. 

Os números que evidenciam maior afastamento do eleitor ao seu direito de escolher o representante político estão em Mauá e Rio Grande da Serra. Na população mauaense, entre dez eleitores aptos, exatamente 3,3 não escolheram um deputado federal. O desinteresse no Senado bateu a marca de 4,0 eleitores, enquanto na menor cidade da região o número saltou para 4,2. Para presidente, as duas cidades tiveram 2,5 e 2,6 pessoas que se abstiveram, ou foram às urnas para votarem branco ou nulo, respectivamente.

Quanto à eleição de deputado estadual, Rio Grande da Serra registrou 3,4 eleitores sem candidato, enquanto Mauá, tal desinteresse atingiu 3,1 pessoas aptas a votar, a cada dez. Quanto ao pleito de governador, a falta de interesse chega a 3,4% entre os votantes mauaenses e 3,5 rio-grandenses. 

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