Economia Titulo Em um ano

Criação de empregos formais sobe 8,3% na região no 1º trimestre

Segundo Caged, Grande ABC teve saldo de 9.777 vagas entre janeiro e março deste ano frente a 9.024 geradas no mesmo período de 2025

Beatriz Mirelle
29/04/2026 | 16:10
Compartilhar notícia
Bruno Peres/Agência Brasil
Bruno Peres/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC registrou saldo de 9.777 empregos de carteira assinada no 1º trimestre deste ano. O número representa alta de 8,34% na comparação com o mesmo período de 2025, que fechou em 9.024. As informações são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Apesar do montante positivo, a maioria das cidades registrou queda. O índice foi puxado para cima por cidades como São Bernardo, que foi de 2.275 no ano passado para 4.103 vagas agora (aumento de 80,3%) e Santo André, ao sair de 2.169 empregos para 3.265 (acréscimo de 50,5%). As outras apresentaram diminuições, sendo a mais brusca em Diadema, que gerou 1.640 no primeiro trimestre de 2025 e apenas 542 no mesmo período de 2026. 

Questionada, a Prefeitura de Diadema afirma que atua de forma objetiva para reverter esse quadro, com foco na geração de oportunidades, desburocratização para abertura de empresas e o fortalecimento de parcerias com o setor produtivo.

DGABC

“A variação entre os resultados do primeiro trimestre de 2025 e 2026 está associada, principalmente, a um desempenho atípico no ano passado, impulsionado por contratações pontuais, e ao atual cenário econômico mais restritivo, com impacto direto sobre a indústria e os serviços na região.”

Segundo o paço diademense, os feirões de emprego são uma estratégia para impulsionar as vagas. Ainda sem detalhes sobre local, o próximo será realizado em 21 de maio na cidade, com 5.000 empregos. 

As vagas no Grande ABC foram majoritariamente para o setor de serviços (7.518). Também resgistraram saldos positivos a indústria (1.605) e a construção (1.311). Entre os recuos, estão comércio, que perdeu 656 postos, e a agropecuária, com um a menos. A região acumula estoque mensal de 845.802 empregos.

A região acumulou 6.296 vagas de saldo positivo em março, alta expressiva em comparação ao mesmo mês do ano passado, que somou 848 postos.

“O destaque para serviços mostra como está estruturada a cadeia local. Tivemos mudança de endereçamento da indústria, com muitas empresas indo para o interior do Estado. Esse setor deixou de fazer muitas coisas diretamente e passou a contratar terceirizados, o que impulsiona essa remodelação”, explica o professor de economia da Strong Business School Sandro Maskio.

DADOS NACIONAIS

O Brasil gerou 228 mil postos em março de 2026. O resultado é quase três vezes maior que o saldo de 2025 (79.994). Foram criados 613.373 novos postos de trabalho no primeiro trimestre de 2026, recuo de 9,1% frente janeiro e março do ano passado (675.119). Esse é o menor índice de empregos formais para o período desde 2023, quando o saldo foi de 537.605.

“Confirmando o que estamos falando desde 2024, que entraríamos diminuição da velocidade de crescimento. Os juros estão muito alto e isso reduz a geração de emprego”, disse o minsitro do Trabalho, Luiz Marinho.

O maior crescimento ocorreu no setor de serviços (382.229 postos). A construção gerou 120.547 cargos, a indústria apresentou saldo de 115.310 vagas e a agropecuária teve saldo positivo de 14.752 postos.

Marinho também comentou sobre o Desenrola 2.0, próximo programa de renegociação de dívidas do governo federal que deve ser apresentado na segunda-feira. Segundo ele, trabalhadores com renda até cinco salários mínimos poderão utilizar até 20% do seu saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas. A projeção é que isso cause impacto de R$ 4,5 bilhões no Fundo.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;