Em Diadema Ex-prefeito afirma que deve se lançar a deputado estadual em outubro
‘Vamos ver o rebanho de votos’, diz Lauro sobre Marcos (FOTO: André Henriques 2/12/20)

Ex-prefeito de Diadema, Lauro Michels (PSD) respondeu às declarações de seu primo, Marcos Michels (MDB), sobre a necessidade de “resgatar o prestígio” da família. Após um hiato na vida pública, o pessedista reafirmou a possibilidade de retornar ao tabuleiro eleitoral em outubro, para disputar uma das 94 vagas para deputado estadual, com possível concorrência do familiar ao mesmo posto. Segundo o ex-mandatário, sua história na cidade é suficiente para validar a nova empreitada nas urnas.
Lauro confirmou que sua prioridade atual é a disputa por um assento na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). “Serei candidato a estadual, em princípio. Estou estudando uma dobrada com dois ex-prefeitos de cidades grandes, com mais infraestrutura do que eu tenho (agora). Porém, em Diadema, farei dobrada com o (ex-vereador) Atevaldo Leitão (PSD), que sai a deputado federal”, revelou.
Sobre as parcerias políticas, o pessedista preferiu manter a cautela ao evitar exposição de nomes para não prejudicar as tratativas em curso. “Namoro não dá para revelar com intuito de poder dar certo (no fim)”, disse Lauro, que retornou aos holofotes em Diadema depois de seis anos distante dos bastidores políticos, ao deixar o Paço em 2020, após dois mandatos. Hoje, o ex-prefeito se posiciona como crítico à gestão do prefeito Taka Yamauchi (MDB).
Quanto às críticas de Marcos, Lauro não titubeou ao colocar em xeque o potencial de votos do primo. Na fala, o ex-prefeito também não poupou o seu próprio vice entre 2017 e 2019, Márcio da Farmácia (Cidadania), eleito à Alesp com o seu apoio. “Agora vamos ver o rebanho de votos dele (Marcos). Não preciso provar nada a ninguém. Tive quatro mandatos (dois como vereador e dois como prefeito), elegi um deputado (estadual) que teve medo de ser prefeito e amarelou deixando todos na mão. Desse movimento nasceu o atual prefeito”, enfatizou.
A declaração de Lauro remete à sua sucessão eleitoral em 2020, na qual Márcio – pré-candidato a deputado estadual neste ano – declinou de ser a aposta do governo ao Paço diademense. Desse modo, o então prefeito optou por Pretinho do Água Santa, na época presidente do Legislativo. No entanto, o postulante amargou a quarta colocação, em uma corrida polarizada entre José de Filippi Júnior (PT) e Taka, com vitória do petista.
Esse cenário ainda interfere em 2026, com Lauro se projetando para recuperar o espólio político em Diadema, mas precisando lidar com Marcos e Márcio da Farmácia na briga pelo Legislativo paulista.
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