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Marcos diz querer resgatar nome do clã Michels após governo de Lauro

Ex-secretário deixa Paço a pedido de Taka para se candidatar às eleições de outubro pelo MDB e pode enfrentar primo

Bruno Coelho
05/04/2026 | 08:56
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Marcos: ‘É um bom momento do Lauro ser candidato, para se explicar’ (FOTO: Nilton Valentim)
Marcos: ‘É um bom momento do Lauro ser candidato, para se explicar’ (FOTO: Nilton Valentim) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As eleições de outubro podem colocar cara a cara dois primos em lados opostos em Diadema. Marcos Michels (MDB) deixou a Secretaria de Governo, a pedido do prefeito Taka Yamauchi (MDB), para lançar candidatura a deputado estadual ou federal. Segundo o ex-secretário, uma das motivações perante essa empreitada é buscar resgatar o prestígio da família Michels após a gestão de Lauro Michels (PSD), que governou a cidade entre 2013 e 2020, e também é cotado para o próximo pleito.

Os dois primos compartilham o nome de um dos clãs mais tradicionais da história política de Diadema, visto que antes deles, veio o primeiro Lauro Michels – avô de Marcos e tio-avô de Lauro –, segundo prefeito da história da cidade, que a comandou em duas oportunidades, entre 1964 e 1969, e de 1977 a 1983. Entretanto, hoje não há relação familiar e muito menos política entre os dois parentes nos últimos anos.

“Hoje faço parte do grupo do Taka, a quem só tenho a agradecer pela confiança e convite que me fez para ajudar na sua campanha. E tento da melhor forma mostrar o que a gente pode melhorar na cidade. Por isso que eu retornei para a política, porque como tenho o mesmo sobrenome, é muito ruim você ver as pessoas falando mal dos Michels. Isso é ruim, porque sei o que fiz e me dediquei. E o meu avô fez muito por essa cidade, trazendo mais de 1.200 empresas na cidade, gerando empregos”, ressaltou o ex-secretário.

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Aliados em 2013, quando o clã Michels retomou o poder em Diadema com a eleição de Lauro, Marcos, eleito vereador, ocupou a Secretaria de Educação durante parte da gestão do primo. No entanto, a harmonia política ruiu em 2018, quando o então prefeito preteriu o próprio familiar para apoiar o vice, Márcio da Farmácia (Cidadania), em uma candidatura vitoriosa a deputado estadual. O rompimento se tornou definitivo em 2020, quando o ex-secretário lançou sua própria candidatura ao Paço pelo PSB, totalmente à revelia do governo. 

Lauro retornou ao cenário político de Diadema depois de um hiato de aproximadamente cinco anos fora dos holofotes. Crítico à gestão Taka em suas redes sociais, o ex-prefeito se filiou ao PSD com intuito de se candidatar às eleições de outubro, com maior possibilidade de mirar a deputado estadual. “Hoje, acho que é até um bom momento do Lauro ser candidato, até para poder se explicar. A população quer saber onde que ele está, o que está fazendo, por que sumiu”, avaliou o primo Marcos.

Com a possível volta de Lauro no cenário político em Diadema, Taka solicitou para que Marcos entrasse em campo na disputa eleitoral, mesmo com alianças firmadas com outros postulantes que não residem na cidade, mas garantiram recursos à administração local. Entram nesse grupo as deputadas estaduais Carla Morando (PSD) e Ana Carolina Serra (PSDB), bem como os federais Antônio Carlos Rodrigues (Podemos) e Baleia Rossi (MDB), entre outros.

“A cidade pede um candidato que seja genuíno de Diadema. Tenho a aptidão de ser um deputado estadual ou federal, para que a gente possa complementar todos esses trabalhos do prefeito Taka nos próximos anos. E vou disputar pelo MDB. Sobre o futuro, um passo de cada vez. Já demos um passo que foi me descompatibilizar da Secretaria de Governo e faremos essa análise (sobre qual candidatura que irei concorrer). No decorrer de abril, a gente vai tomar essa decisão”, disse o ex-secretário.

A aposta do pré-candidato está no próprio governo de Taka, a quem destaca as atuações na zeladoria, saúde, educação e combate aos pancadões. “Todos os candidatos querem estar próximos dele. Hoje, chutando baixo, sua aprovação gira em torno de 86% a 87% em apenas 15 meses. Quando um prefeito com esse respaldo e a confiança da população pede um representante genuinamente de Diadema na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) ou em Brasília para buscar recursos, isso faz muita diferença”, frisou o aliado.

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