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Lula lembra de prisão como líder sindical no Grande ABC

Na Hannover Messe, presidente também disse ser ‘urgente’ uma saída aos combustíveis fósseis

20/04/2026 | 08:25
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FOTO: Ricardo Stuckert/PR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lembrou durante discurso na Hannover Messe – maior feira industrial do mundo –, que em 1980, ele foi preso pela ditadura militar por liderar as greves no Grande ABC. “Exatamente em 19 de abril”, declarou o petista, citando a data de ontem. O chefe da Nação, principal convidado para o evento, também afirmou que é necessário uma saída aos combustíveis fósseis, criticou os efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e destacou a expertise brasileira em biocombustíveis.

Acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, como por representantes do dos dois países, Lula argumentou que é preciso combater “narrativas falsas” a respeito da sustentabilidade da agricultura brasileira. “Em 1980, nesta mesma feira, nesta mesma cidade, Volkswagen e Mercedes (Benz) apresentaram motores movidos a etanol”, lembrou o presidente, recebendo aplausos ao mencionar as montadoras alemãs que têm fábricas em São Bernardo. 

O presidente destacou que o Brasil prioriza a sustentabilidade no campo dos combustíveis. “Já adotamos mistura de 30% de etanol na gasolina e de 15% no biodiesel. Produzimos biocombustíveis de forma sustentável, sem comprometer o cultivo de alimentos ou derrubar florestas”, frisou.

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Lula também ressaltou que o Brasil tem sentido pouco os efeitos dos conflitos no Oriente Médio, incluindo o impacto sobre o preço do petróleo. O presidente se referiu à guerra entre Irã e Estados Unidos como “maluquice”. “Nós não estamos sofrendo o aumento do preço do petróleo como muitos países estão sofrendo, porque o governo tomou medidas, e o Brasil só importa 30% do seu óleo diesel”, declarou.

O mandatário brasileiro enfatizou que o mundo não pode se curvar ao comportamento de um chefe de Estado que acha que pode taxar, punir e fazer guerras por “tuíte”, em referência ao presidente norte-americano, Donald Trump. “Não podemos permitir que o mundo se curve ao comportamento de um presidente que acha que por e-mail ou por tuíte ele pode taxar produtos, punir países e pode fazer guerra”, afirmou.

(Com Agências)

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