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Fernandes

Cada vez mais presentes nas urnas, os moradores das sete cidades do Grande ABC somaram 5.253.672 votos inválidos – brancos e nulos – nas últimas três eleições gerais (2014 a 2022), desconsiderando os pleitos municipais. Em levantamento do Diário com base nos dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a disputa pelo Senado desponta como o principal “ponto cego” do eleitor: foram 1.949.236 sufrágios sem destino a nenhum candidato, liderando o ranking de rejeição ou indiferença com 37,1% do total de votos sem destinação no período.
Justamente em outubro, os mais de 2 milhões de eleitores da região vão às urnas para escolher dois senadores da República pelo Estado de São Paulo, ambos com assentos em Brasília pelos próximos oito anos, mediante a remunerações brutas atualmente calculadas em R$ 46.366,19 mensais. A soma de votos nulos e brancos para tais funções, no Grande ABC, supera os números de inválidos para deputados estaduais (1.014.398 eleitores), deputados federais (881.552), governador (949.713) e presidente (458.773).
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