Neste domingo (19) A exposição reúne mais de 800 peças originais, entre artefatos rituais, utensílios e objetos simbólicos
FOTO: Divulgação

O Jardim Botânico de São Paulo mantém aberta ao público a exposição Povos Originários, dedicada às culturas indígenas do Brasil e da Amazônia. A mostra reúne mais de 800 peças originais, entre artefatos rituais, utensílios e objetos simbólicos, e estará aberta a visitação neste domingo (19), Dia dos Povos Originários.
O acervo apresenta aspectos do cotidiano, da espiritualidade e da organização social de mais de 100 povos indígenas. Há itens com até 11 mil anos, distribuídos em salas que percorrem desde a cultura originária até os impactos da colonização europeia. Parte da exposição também aborda a trajetória do Marechal Cândido Rondon, indigenista e fundador do Serviço de Proteção ao Índio, órgão que antecedeu a Funai.
Entre os destaques está um conjunto raro de objetos pessoais de Rondon, como cartas com conteúdo humanitário, além de itens de uso cotidiano, entre eles perneira militar, isqueiro e capacete.
Outro ponto de destaque é a luva ritual de formigas tucandeiras, utilizada no rito de passagem de jovens da etnia Sateré-Mawé. Na cerimônia, formigas com ferrões são posicionadas no interior da luva, e os participantes precisam suportar a dor como demonstração de resistência e maturidade.
A mostra inclui ainda uma borduna cerimonial do povo Rikbaktsá, bastão ornamentado com penas e cabelos naturais, associado à liderança e à autoridade dentro da comunidade.
A expografia conta com iluminação desenvolvida para valorizar as peças, com foco em tons quentes que destacam texturas e cores de materiais naturais. As obras pertencem ao acervo do Instituto Cultural Soto.
A visita ocorre todos os dias, das 9h às 17h, no Jardim Botânico de São Paulo, com acesso gratuito para visitantes do parque.
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