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Lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

Ala-pivô participou de cinco edições de Olimpíadas e foi um dos maiores pontuadores do mundo, com 49.973 pontos

Ryan Leme
Especial para o Diário
17/04/2026 | 16:56
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O basquete brasileiro se despediu nesta sexta-feira (17) de um de seus maiores nomes. Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, poucos minutos após receber atendimento médico em São Paulo, depois de passar mal. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu.

Publicações recentes de familiares mostravam que o ex-atleta já estava com a saúde debilitada após passar por cirurgia no início do ano. Nos primeiros dias de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai no COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Nascido em Natal-RN, o Mão Santa construiu uma das carreiras mais marcantes da história do esporte ao longo de 25 temporadas como profissional. Dono de uma pontaria histórica, ele é reconhecido como um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial, com 49.973 pontos, além de liderar também a lista de cestinhas da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093.

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Oscar disputou cinco edições consecutivas das Olimpíadas, A mais emblemática delas foi nos Jogos de Seul-1988, quando anotou 55 pontos contra a Espanha, recorde em uma única partida no torneio olímpico.

Pela Seleção Brasileira, protagonizou um dos capítulos mais marcantes da modalidade no País ao liderar a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na decisão, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115, impondo aos norte-americanos a primeira derrota em casa na história da competição. Oscar ainda conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, e encerrou sua trajetória pela seleção com 7.693 pontos em 326 partidas, entre 1977 e 1996.

Em nota, a assessoria destacou o impacto do ex-jogador dentro e fora das quadras. “Oscar Schmidt foi um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo”, diz o comunicado. O ex-atleta enfrentou um tumor cerebral por 15 anos, enquanto mantinha vida pública e projetos no esporte.

Ainda segundo a nota, a despedida será realizada de forma reservada, restrita aos familiares. Os parentes também agradeceram as manifestações de carinho e pediram respeito à privacidade no momento de luto. “Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”, conclui o texto.




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