Memória Ivan Savioli Ferraz vai contando sua história de vida, aqui iniciada, continuada no interior e com lances que fazem arrepiar
Crédito da foto – Ivan Savioli Ferraz

Na segunda parte do seu relato, Ivan deixa a equipe do Diário do Grande ABC muito feliz por ter um leitor assíduo desde a infância: “Aprendi a ler jornais no Diário”.
Sonho realizado
Texto: Ivan Savioli Ferraz
Terminei o colegial técnico em 1985 e, em fevereiro de 1986, saí da Cofap já como auxiliar de estatística. Em março, comecei o cursinho no Anglo da rua Tamandaré, na Liberdade, em São Paulo.
Em fevereiro de 1987, fui aprovado na Fuvest para cursar medicina na USP, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. O sonho, antes quase uma utopia, realizava-se.
Mudei-me para Ribeirão em março de 1987 e graduei-me em 1992, na 36ª turma da FMRP-USP — sempre com o apoio de minha tia, que infelizmente nos deixou no último dia 30/03, aos 92 anos. Fiz residência em pediatria no Hospital das Clínicas da FMRP-USP, casei-me com a Ana Cecília e tive dois filhos, Iara e Lucas. Segui carreira acadêmica e, hoje, sou livre-docente da FMRP-USP.
Vivo em Ribeirão Preto desde a graduação, tendo saído apenas para o pós-doutorado em Toronto (Canadá), entre janeiro de 2023 e março de 2024.
Sempre que posso, retorno à "terrinha". Ainda tenho dois irmãos e amigos em Santo André; meu pai, que também vivia lá, faleceu em fevereiro de 2025.
Sou muito grato a Ribeirão Preto, mas me considero andreense, mesmo após tanto tempo fora. Leio quase diariamente o Diário do Grande ABC para saber as notícias de Santo André e da região, mas, principalmente, para acessar a coluna “Memória”, minha preferida.
Aprendi a ler jornais no DGABC quando era adolescente. Como não podíamos assinar o periódico, eu dava um jeito: havia uma “vendinha” em frente ao prédio onde eu morava, na rua Paranapanema, e eles o assinavam. Eu ia todos os dias lá para lê-lo.
Sobre outras ligações minhas com a "terrinha", uma curiosidade: levo a camisa do RAMALHÃO para onde quer que eu viaje. E claro, “desfilo” com o manto por esses lugares. No Canadá, ela me acompanhou por todos os cantos. E quando o Santo André vem jogar em Ribeirão Preto ou região, dou um jeito de comparecer.
Por fim, estou muito lisonjeado por ter este espaço e ver estas palavras publicadas na coluna Memória.
Nota da Memória – Lembrando: temos 18 fotos de Santo André feitas por Ivan Savioli Ferraz + 11 fotos do próprio Dr. Ivan em suas viagens nacionais e internacionais.
As fotos da cidade, Dr. Ivan bateu em janeiro de 1999; a foto no cume do Pico da Bandeira, exibindo a camisa ramalhinha, é do ano passado.

Crédito da foto 1 – Álbum pessoal

Crédito da foto 2 – Ivan Savioli Ferraz
O MANTO E A CIDADE. Dr. Ivan escala no Pico da Bandeira com a camisa do Santo André, na divisa de Minas com o Espírito Santo, e fotografa o monumento à Imigração Italiana no bairro do Ipiranguinha
Para a edição 20.135...
Francisco Fukushima
O menino de Utinga, formado pela Metodista, ex-colega nosso no Diário. Aqui começou. Teve duas boas passagens, a segunda entre 1986 e 1993, para depois correr mundo. Mas está sempre presente na terrinha, para usar expressão do também andreense Dr. Ivan.
Chiquinho, companheirão. Não esquecemos de uma foto que ele nos forneceu nos primórdios da Memória: um time de futebol em Utinga, todo ele formado por nisseis – o que nos faz sempre agradecer: estão presentes aqui na Redação os grandes colaboradores desta página, em todos os sentidos, inclusive descobrindo, reportando e fornecendo fotos.
Em seu blog, em dezembro do ano passado, Chiquinho postou: “Perguntar não ofende: por que o cardeal arcebispo Dom Odilo Scherer, da Arquidiocese de São Paulo, pediu ao padre Júlio Lancellotti para deixar de publicar nas redes sociais e de transmitir as missas ao vivo na internet?”
MEMÓRIA ERROU. E os queridos leitores vieram ao nosso socorro.
1 - O saudoso repórter Saulo Leite faleceu em 2021, e não como, erradamente, publicamos.
2 - Com relação a mascote do Ramalhão, corrige Elias Lima, não foi o também saudoso Juarez Correa o criador e sim o primeiro a materializar através da charge. Mascote Ramalhão, acrescenta Elias, foi eleito em uma votação ainda nos anos 60.

Crédito da foto 3 – Fernando Ferreira
CHIQUINHO. Ao lado da Cleide Silva. Amigo querido, tiradas ferinas e certeiras
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Domingo, 11 abril de 1976
MANCHETE – Francelino vê fim da tensão política, mas adverte MDB.
Nota – Francelino Pereira era o presidente nacional da Arena, partido de sustentação do governo militar.
ANÚNCIO CINQUENTENÁRIO – A Casa Plínio abre a loja de pneu que o ABC sempre mereceu: Avenida Industrial, 681, Santo André.
BAIRROS – Da chamada de primeira página para a série “A história dos bairros”: “A Vila Assunção é um bairro antigo de Santo André que nos últimos anos viu surgir o problema da poluição ao lado do conglomerado residencial e dos melhoramentos urbanos, sem perder muito das suas características.
EM 12 DE ABRIL DE...
1936 - Briga interrompia clássico em Santo André: primeiro de Maio vencia o São Bernardo por 4 a 2.
1961 - Ministério do Trabalho reconhecia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, hoje Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
1976 - Hospital São Pedro, da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Santo André, inaugurava nova ala, com 50 leitos e duas suítes, em comemoração ao seu 46º aniversário. A ala recebeu o nome de Manoel José de Andrade, antigo sócio.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
Na Bahia, hoje é o aniversário de Aiquara, Dário Meira, Gongogi, Licínio de Almeida, Presidente Dutra e Serra Dourada.
No Rio Grande do Sul, Arroio dos Ratos, Capão da Canoa, Erval Seco, Nova Araçá e Severiano de Almeida.
E mais: Bocaiuva do Sul (PR), Penedo e Porto Calvo (AL), São Felix de Balsas (MA) e São José do Piauí (PI),
HOJE
Dia da Intendência do Exército Brasileiro
Dia do Corpo de Engenheiros e Técnicos Navais da Marinha
Dia do Humorista, na data do nascimento de Chico Anísio
Dia da Parteira ou Dia do Obstetra.
2º Domingo da Páscoa
Domingo da Divina Misericórdia
12 de abril

“É necessário ter os sentidos bem apurados para perceber e entender as maravilhas que o Senhor fez a nossos olhos, pois este é o dia que Ele fez para nós!”.
Fonte: ABC Litúrgico, folheto da Diocese de Santo André
(Ano 46 - Nº 2779 - 12/4/2026)
Ilustração: Antônio de Pádua Luz (Diocese de Santo André)
Arte: Paulo César Nunes
PARA LEMBRAR SEMPRE
Jesus nasceu sem casa, foi refugiado, conheceu a pobreza e exerceu sua missão como um “sem-teto”, sem ter onde reclinar a cabeça. Aos pobres, anunciou a Boa-Nova; aos desonestos, convidou à conversão; aos enfermos, comunicou a salvação. Ele andou fazendo o bem, no entanto foi suspenso no madeiro e morto. Ressuscitou e vive em nós, na eucaristia que celebramos, na fraternidade que cultivamos e na caridade que testemunhamos. Nele, recebemos o perdão dos pecados, nos tornamos novas criaturas.
Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales
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