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Tite é convidado para entrar no Cidadania e Podemos, mas faz aceno ao Republicanos

Progressistas e Novo também abriram as portas a filiação do prefeito de São Caetano, que foi expulso do PL na terça-feira

08/04/2026 | 22:57
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FOTO: Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de São Caetano, Tite Campanella, expulso do PL na terça-feira (7), criticou a decisão da executiva estadual do partido, sugeriu que a medida foi “encomendada” e afirmou ter recebido convites de outras lideranças partidárias para migrar a uma nova sigla.

“A primeira ligação que recebi foi a do governador Tarcísio (de Freitas), colocando o Republicanos à disposição. Não é segredo para ninguém que há muito tempo mantenho conversas com o Republicanos, por meio do Roberto Carneiro (presidente estadual). O presidente (nacional) Marcos Pereira também me ligou. Em 2024 estava muito inclinado a ser candidato pelo Republicanos, um partido que sempre me deixou muito à vontade”, disse.

Apesar de fazer acenos ao partido, Tite garantiu que recebeu outras propostas, inclusive do prefeito de Santo André. “Tenho o convite de outros partidos. O Gilvan (Ferreira) me ligou e colocou o Cidadania à minha disposição. O Fernando Meira, do Novo, também. O Maurício Neves (deputado federal), do Progressistas, me abriu as portas”, destacou.

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À noite, o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, também falou ao telefone com Tite, convidando-o ao Podemos. “Foi uma covardia o que fizeram. Como é que se expulsa alguém pela simples manifestação da opinião em uma democracia?”, recriminou o são-bernardense, dizendo ter oferecido a coordenadoria do partido no Grande ABC ao colega.

Durante coletiva, Tite disse que sua expulsão não teve fundamento. “Absurda. Não existiu lógica ou ponto que justifique. Foi sumária, ou seja, como se fosse encomendada”, disse o prefeito, que não teve direito à defesa. “Agora não faço questão de recorrer.”

O são-caetanense destacou que esta é a segunda vez que deixa as fileiras liberais – a primeira ocorreu em 1996. “O PL não me quer”, pontuou.

A expulsão de Tite resulta de queixa formal do senador Marcos Pontes (PL) ao diretório estadual do partido. A investigação apontou que o prefeito fez aceno à pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas) ao Senado e criticou os atuais representantes paulistas – além de Pontes, Mara Gabrilli (PSD) e Alexandre Luiz Giordano (Podemos).

A apuração levou em conta declarações de Tite feitas em 25 de março, durante a solenidade de entrega do Título de Cidadão São-Caetanense a Derrite. Na ocasião, o prefeito afirmou que São Paulo é a unidade federativa mais importante do País, mas tem a pior representatividade no Senado: “Temos três senadores que não correspondem ao que o Estado espera deles”.

Tite também afirmou que políticos “artificiais” não estão acostumados a ouvir críticas e sugeriu que o “senador astronauta”, inseguro com o mandato que lhe “caiu no colo”, interpretou como ofensas. 

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Menos de 24 horas após ser expulso do PL, o prefeito de São Caetano, Tite Campanella, subiu o tom contra seu antigo partido, o qual, segundo o chefe do Executivo, tem nomes alinhados à esquerda. Também aproveitou para atacar seu antecessor, o ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), afirmando se tratar de “um político menor” e de ser amigo do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).

Para Tite, existem dois Partidos Liberais, um da direita bolsonarista e outro comandado por Valdemar Costa Neto, mandatário nacional da sigla, que integrou a base governista nos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À época, Costa Neto foi acusado de envolvimento no escândalo do Mensalão, pelo qual foi julgado em 2012 e condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“O PL começa a dar amostras de certa insegurança ideológica e partidária. Isso vai ficar muito claro na próxima nominata. É só dar uma busca (nos nomes) de quem vai fazer parte dessa diretoria e ver em quem votaram nas eleições de 2022, com quem andam e quem são seus companheiros de copa e cozinha”, disse Tite.

A declaração foi interpretada por pessoas próximas como indireta a Auricchio, que faz questão de mostrar sua proximidade com Alckmin ante o distanciamento da postura conservadora defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo pré-candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O ex-prefeito, segundo fontes ouvidas pela reportagem, poderá atuar nos bastidores para garantir aliados a seu filho, o deputado estadual Thiago Auricchio (PL), no comando da sigla.

Entretanto, Tite não acredita que o adversário político tenha influência suficiente para colocar ‘cartas na mesa’. “É um político menor, que não tem essa interferência em nível estadual e federal”, afirmou o prefeito ao Diário.




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