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Familiares pedem justiça após mulher ser morta por reclamar de som alto

Maria Ferreira dos Santos foi assassinada pelo vizinho em Diadema

06/04/2026 | 09:58
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FOTO: Nario Barbosa/DGABC
FOTO: Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Familiares, amigos e conhecidos se despediram, nesta segunda-feira (6), da dona de casa Maria Ferreira dos Santos, 45 anos, que foi morta no sábado (4) após ser atingida por um golpe de canivete. O crime ocorreu depois que ela reclamou do excesso de barulho na Rua Mar do Norte, no bairro Eldorado, em Diadema. Sob forte comoção e apelos por justiça, o velório ocorreu no Cemitério Municipal.

O pedreiro e vizinho Luciano Santos de Oliveira, 45, foi preso em flagrante após confessar ter esfaqueado Maria no abdômen. Segundo o registro policial, a vítima foi até a casa dele para pedir que reduzisse o volume do som.

Durante o ato fúnebre, os familiares pediram justiça pela vítima. O viúvo e também pedreiro, Cesar Uilliam Pereira, 33, comentou que o som alto era frequente no vizinho. “Estávamos em casa e enviamos mensagens para ele (o acusado) desligar ou abaixar o som. Mandamos várias vezes e ele até respondeu, mas o som alto continuou. O barulho frequente incomodava todos os outros vizinhos”, explicou. Pereira relatou que o casal morava há um ano no bairro e já tinha feito diversas reclamações sobre a situação.

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De acordo com o viúvo, Oliveira agrediu Maria. “Subi até a casa dele correndo e vi que ela estava sangrando pela boca. Questionei por que ele tinha batido em uma mulher. Um cara desse não é homem. Queremos justiça, que ele pague caro pela morte da minha esposa”, relatou o marido. 

Conhecida como Sandra pelos familiares e amigos, Maria era considerada calma e amorosa. A mãe da vítima, a aposentada Quitéria Ferreira, 62, contou que sua filha era muito calada. “Para tirar uma palavra dela era difícil, sempre foi muito quieta. Não se abria com ninguém, então ela nunca tinha falado sobre esse barulho constante do vizinho”, relatou a mãe. 

“Peço por justiça. A justiça divina não falha, mas a dos homens tem falhado muito. Não podemos aceitar tanta violência contra as mulheres. O criminoso pode até voltar, mas minha filha nunca mais voltará”, lamentou a aposentada.

O advogado da família, Vagner Barbosa, afirmou que Oliveira deve ser levado a júri popular. “Futuramente, haverá uma audiência de instrução e julgamento, onde a defesa da vítima vai mostrar as provas que corroborem para que a prisão continue”, disse Barbosa. 

“De acordo com relatos de vizinhos, ele (Oliveira) é uma pessoa bastante conflitiva, vivia com som alto e parecia que estava dentro da casa da vítima. Ela subiu para pedir que abaixasse o som e Oliveira foi totalmente ignorante, desferindo um tapa no rosto de Maria e, em seguida, pegou um canivete”, comentou o advogado. Ainda conforme Barbosa, a arma do crime foi descartada pelo acusado e ainda não foi encontrada pelas autoridades policiais. 

Após audiência de custódia, a prisão foi convertida para preventiva. De acordo com o advogado, Oliveira foi levado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Diadema.

O caso foi registrado no 3º DP (Distrito Policial) de Diadema como homicídio qualificado por motivo fútil e com emprego de meio insidioso.




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