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‘A Cronologia da Água’ marca a estreia de Kristen Stewart na direção de longas-metragens

Drama autobiográfico adapta livro de Lidia Yuknavitch e aborda traumas, identidade e reconstrução pessoal

Yuri Kumano
Especial para o Diário
02/04/2026 | 09:30
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O Diário foi conferir o novo filme da atriz Kristen Stewart (A Saga Crepúsculo), que, desta vez, estreia na direção de longas-metragens com A Cronologia da Água, adaptação do livro de memórias da escritora norte-americana, Lidia Yuknavitch. O filme, do gênero drama autobiográfico, acompanha diferentes fases da vida da autora e trata dos traumas da autora e seu momento de superação.

A trama acompanha Yuknavitch, uma fantástica e potencial nadadora olímpica que se descobre escritora, desde a infância até a vida adulta, retratando uma trajetória atravessada por violência doméstica, abuso sexual, conflitos familiares e dependência química. A narrativa é construída em capítulos e de forma fragmentada, com saltos temporais entre as fases da vida de Lidia, apresentando a maneira como memórias traumáticas se manifestam, sem seguir uma estrutura linear tradicional.

Lidia é interpretada por Imogen Poots (Viveiro), que assume o papel de Yuknavitch em sua fase adulta. O elenco também conta com Thora Birch (Beleza Americana), Jim Belushi (Um Herói de Brinquedo) e Kim Gordon, da banda Sonic Youth, em participações que ajudam a contextualizar os diferentes ambientes e relações que moldam a vida da protagonista ao longo da história.

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Além dos temas de trauma e sobrevivência, o filme aborda questões ligadas à sexualidade, identidade de gênero, maternidade e expressão artística, elementos centrais na obra literária original. A água, presente tanto no título quanto na narrativa, funciona como metáfora recorrente de ruptura, resistência e renascimento.

Com duração de duas horas e oito minutos, o longa aposta em uma abordagem sensorial e intimista, com edição dinâmica, sons disruptivos e o uso excessivo de narrações visando priorizar as emoções e atmosferas vividas pela personagem. A direção de Stewart utiliza imagens cruas e momentos de silêncio que ajudam o espectador a se sentir imerso na história.

O filme teve sua estreia mundial no Festival de Cannes, em 2025, na mostra Un Certain Regard. Já a sua primeira exibição no Brasil ocorreu na Mostra Panorama do Festival do Rio 2025. Distribuído pela Filmes do Estação, o longa teve pré-estreia na Capital, no dia 16 de janeiro, no Cine Belas Artes. O filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2).




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