Editorial Grandes áreas que no passado receberam importantes indústrias e que estavam ociosas, ou terrenos imensos que passaram anos sem serem utilizados, começam a ganhar uma nova finalidade. Se transformam em imensos galpões de logística. Espaços que são ocupados por gigantes do setor do e-commerce ou por companhias que já atuam na região e que precisam otimizar o armazenamento e o despacho de seus produtos para os clientes.
A localização das cidades, próximas das rodovias Anchieta e Imigrantes, além do Rodoanel Mário Covas, facilidade de chegar ao Porto de Santos ou aos aeroportos de Congonhas e Cumbica e mão de obra qualificada, são alguns dos atrativos elencados por especialista dessa área para justifica a ‘descoberta’ do Grande ABC pelas grandes operadoras do segmento.
E engana-se redondamente quem enxerga esse negócio apenas como um galpão onde serão entulhados diversos produtos até serem despachados. Essa visão simplista não cabe mais. Tais espaços concentram tecnologias de ponta, apoiada no que há de mais moderno em termos de inovação. Um exemplo é o empreendimento da Shopee, em São Bernardo, com capacidade para a execução de 3,8 milhões de pedidos em um único dia.
Da mesma forma, seu principal concorrente, o Mercado Livre, deverá ocupar o enorme galpão erguido pela Godmann, em Santo André, com sistemas e equipamentos de última geração, com objetivo único de fazer com que os produtos comprados pela internet cheguem o mais rápido possível aos seus consumidores.
Um outro importante player do setor, a Prologis, que investiu milhões no terreno onde a Ford fez história, em São Bernardo, está em tratativas com o Metrô, por uma parcela da imensa área. Quando isso for resolvido, espera-se, uma outra grande operação será iniciada no local.
Se o segmento logístico descobriu o Grande ABC, cabe à região conhecer a lógica desse tipo de empresa. Faturar com tributos, gerar mão de obra, mas também oferecer boas condições para a prática de negócios.
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