Economia Titulo Balanço do Caged

Grande ABC gera 5.995 vagas formais em fevereiro, primeiro saldo positivo do ano

Apesar de recuperar desempenho após recuo em janeiro, criação de postos de trabalho caiu 14,4% em um ano

Beatriz Mirelle
31/03/2026 | 20:03
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Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC teve o primeiro saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada deste ano, ao fechar fevereiro com 5.995 vagas. O número considera o balanço entre admissões e demissões no período. A região se recuperou após começar 2026 com saldo negativo (-735). Apesar disso, o dado indica queda de 14,3% em comparação ao mesmo período de 2025, que teve 6.999 cargos.

As sete cidades seguiram o cenário nacional. O Brasil criou 255.321 postos de trabalho - queda de 42% em comparação a fevereiro do ano passado (440.432), pressionado pelos juros altos e pela desaceleração da economia.

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que costuma haver variação no saldo positivo do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) entre os meses de fevereiro e março. “No ano passado, houve mais dias úteis em fevereiro e, em março, o saldo foi relativamente mais baixo. A razão é que, em 2025, o Carnaval ocorreu em março, enquanto neste ano foi antecipado para fevereiro.”

São Bernardo teve o índice mais expressivo no mês passado, com 2.618 oportunidades. Em seguida, estão Santo André (1.785), Mauá (732), São Caetano (476), Diadema (315), Ribeirão Pires (66) e Rio Grande da Serra (três).

O setor de serviços foi o destaque, com saldo de 4.416 vagas. Depois, construção (779), indústria (442) e comércio (360).  O salário médio real de admissão no mês no Brasil foi de R$ 2.346,97, com aumento de 2,75% frente fevereiro de 2025. A criação de vagas em serviços foi puxada nacionalmente pelo segmento de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.

“A economia brasileira surpreendeu um pouco nesse bimestre porque a expectativa era de uma desaceleração mais acentuada. Em janeiro, enfrentamos muitas demissões das pessoas que são contratadas de forma temporária para as festas de fim de ano. O desempenho do mês seguinte mostrou maior resiliência”, destaca o economista Ricardo Balistiero, professor do Núcleo de Negócios do Instituto Mauá de Tecnologia.

Segundo ele, incertezas globais vão repercutir nos indicadores dos próximos meses. “Teremos repercussões da guerra no Oriente Médio e do leve corte da Selic (taxa básica de juros). Por outro lado, as contratações na área pública podem ser impulsionadas por causa do período eleitoral.”




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