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Cantores pop e suas fanbases dominam o segundo dia do Lollapalooza Brasil

Vozes potentes, estética marcante e forte engajamento do público dão o tom do sábado, que reuniu 85 mil pessoas no festival

22/03/2026 | 14:29
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Thainá Lana/DGABC
Thainá Lana/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Por onde se olhava no sábado (21), no Autódromo de Interlagos, na Capital, era possível identificar dois acessórios predominantes entre os 85 mil presentes: chapéus rosa de cowboy e leques. O segundo dia do Lollapalooza Brasil foi amplamente dominado pelo universo pop, tanto entre os fãs quanto nas atrações principais.


No Palco Budweiser, Marina (ex-and the diamonds), Lewis Capaldi e a headliner Chappell Roan entregaram shows consistentes, apostando em vozes potentes, hits radiofônicos e forte conexão com o público. As apresentações seguras de Marina e Capaldi aqueceram a plateia, que, em sua maioria, aguardava o fenômeno do momento, Chappell Roan. (Leia mais abaixo)


A música também tomou conta dos palcos secundários. Destaque para Skrillex, que manteve uma multidão engajada com luzes, efeitos pirotécnicos e um set frenético de 1h20. A apresentação transitou por diversos estilos, incluindo funk, reggae e até referências a Whitney Houston.

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Outras atrações internacionais também marcaram presença. O grupo de k-pop RIIZE fez sua estreia no festival, enquanto a banda Cypress Hill, formada por B-Real, Sen Dog, Eric Bobo e DJ Lord, levou ao palco uma fusão de hip-hop com rock.


Além da música e da moda, o dia também teve espaço para reflexão. Antes do show de Lewis Capaldi, o cacique Raoni Metuktire, liderança do povo Kayapó, fez um discurso sobre preservação ambiental. Convidado ao palco pelo criador do festival, Perry Farrell, ele destacou a importância de proteger a Amazônia e o papel das novas gerações nesse processo.


MARINA


Pela terceira vez no Lollapalooza Brasil (2016 e 2022), Marina mostra por que é considerada “a cara do festival”. A cantora galesa sabe dialogar com o público brasileiro e apostou novamente em uma fórmula que funciona. Com vocais firmes, apresentou uma versão mais enxuta da turnê do álbum ‘Princess of Power’.


“Se você é um fã novo ou antigo, não importa. Sou muito grata por ter este país como uma parte tão importante da minha base de fãs”, declarou durante o show.


Os sucessos antigos também marcaram presença na setlist, como ‘Bubblegum Bitch’, ‘Primadonna’ e ‘Froot’. Já quem esperava por ‘How to Be a Heartbreaker’ e ‘Oh No!’ vai ter que aguardar um retorno ao Brasil, seja em turnê solo ou, quem sabe, em uma próxima edição do festival.


LEWIS CAPALDI


Lewis Capaldi fez sua primeira apresentação no festival e no Brasil. O show foi marcado por muita carga emocional e grande participação do público. 


O cantor escocês, que havia anunciado uma pausa na carreira em 2023 para tratar a Síndrome de Tourette, subiu ao palco Budweiser em um momento de retomada, sendo recebido por uma plateia que acompanhou cada verso em coro. 


No festival, apresentou um repertório que percorre diferentes fases da carreira, incluindo sucessos como ‘Before You Go’, ‘Hold Me While You Wait’ e ‘Pointless’.


Capaldi ganhou projeção mundial com ‘Someone You Loved’, faixa que o consolidou como um dos principais nomes das baladas românticas e também a que encerrou seu show no País. “É minha primeira vez no Brasil e ver tantas pessoas aqui é muito incrível”, afirmou o cantor.


CHAPPELL ROAN


A estética no segundo dia do Lollapalooza Brasil ficou marcada pela presença de Chappell Roan: camisetas estampadas com seu rosto, chapéus de cowboy reluzentes, leques, vestidos cor-de-rosa e, sobretudo, uma maquiagem carregada e teatral que dialoga diretamente com o universo drag.


Na despedida da turnê ‘The Visions of Damsels & Other Dangerous Things’, a artista apresentou um espetáculo que se aproxima de um manifesto pop. Inspirado no universo do seu primeiro álbum de estúdio ‘The Rise and Fall of a Midwest Princess’, o show se constrói como uma narrativa que mistura humor, vulnerabilidade e exagero, conduzindo o público por diferentes facetas ao longo da apresentação.


O resultado é uma performance que se sustenta no contraste entre o excesso visual e a precisão musical. Ao incluir releituras como ‘Barracuda’, da banda Heart, e ao levar ‘Pink Pony Club’ e ‘Good Luck, Babe!’ a versões mais intensas, Chappell mostra domínio de palco e consciência artística. Se depender da vibração e da onda de leques do público, esta deve ser apenas a primeira de muitas passagens da cantora pelo Brasil.

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