Com cinco indicações Apostas nacionais, Adolpho Veloso perdeu para ‘Pecadores’, enquanto ‘O Agente Secreto’ foi batido por ‘Valor Sentimental’
FOTO: Reprodução/X/@TheAcademy

A maior campanha brasileira da história recente no Oscar terminou sem estatuetas. Apesar de disputar cinco categorias na 98ª edição da premiação, o Brasil não levou nenhum troféu na cerimônia realizada ontem à noite, no Dolby Theatre, em Los Angeles. A noite acabou dominada por produções internacionais e por dois títulos que concentraram a maior parte das vitórias: Uma Batalha Após a Outra (seis) e Pecadores (quatro).
Representado por O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Adolpho Veloso, o País chegou à cerimônia com indicações importantes, incluindo Fotografia, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Direção de Elenco. No entanto, todas as disputas terminaram em favor de concorrentes estrangeiros.
Em O Agente Secreto, um especialista em tecnologia vivido por Wagner Moura encontra provas de um esquema de vigilância ilegal e passa a ser perseguido por agentes interessados em silenciar a descoberta. O suspense acompanha sua tentativa de expor a verdade enquanto protege a própria família.
O grande vencedor da noite foi Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson. O longa levou o principal prêmio da Academia, o de Melhor Filme, além de vitórias em categorias como Direção de Elenco e Roteiro Adaptado, consolidando uma trajetória marcada por vitórias sucessivas ao longo da temporada de premiações. A produção também rendeu a Sean Penn o Oscar de Ator Coadjuvante. O artista, porém, optou por não comparecer à cerimônia de entrega do prêmio.
Uma Batalha Após a Outra acompanha personagens cujas vidas se cruzam em meio a disputas políticas e conflitos pessoais ao longo de décadas. A trama segue um antigo militante que precisa lidar com as consequências de suas escolhas enquanto novas gerações retomam a luta.
Em Melhor Filme Internacional, considerada uma das principais apostas brasileiras, o prêmio ficou com Valor Sentimental, produção norueguesa dirigida por Joachim Trier. O filme acompanha um diretor de cinema em declínio que tenta reconstruir a relação com as filhas, explorando memórias familiares, culpa e reconciliação. A vitória marcou a primeira vez que a Noruega conquista a estatueta nessa categoria.
Já o Oscar de Melhor Ator foi conquistado por Michael B. Jordan por sua atuação em Pecadores. No longa dirigido por Ryan Coogler, o ator interpreta irmãos gêmeos que administram um clube musical no Sul dos Estados Unidos enquanto enfrentam ameaças sobrenaturais e conflitos sociais.
O filme também acumulou outras vitórias técnicas ao longo da noite. Entre elas, está a estatueta de Melhor Fotografia, conquistada por Autumn Durald, que bateu o brasileiro Adolpho Veloso, por Sonhos de Trem. O trabalho visual foi elogiado pelo uso expressivo de luz e sombra para criar a ambientação sombria da história. Mesmo sem troféus, a presença brasileira foi considerada histórica. Além das indicações, Wagner Moura tornou-se o primeiro ator brasileiro indicado ao Oscar por um papel em filme de língua não inglesa, consolidando a visibilidade do cinema nacional na premiação, que já havia sido destacada com Ainda Estou Aqui, no último ano, com a vitória em Filme Internacional.
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