Cultura & Lazer Titulo Com cinco indicações

Brasileiros saem de mãos vazias na 98ª edição do Oscar

Apostas nacionais, Adolpho Veloso perdeu para ‘Pecadores’, enquanto ‘O Agente Secreto’ foi batido por ‘Valor Sentimental’

Renan Soares
Yuri Kumano
Especial para o Diário
16/03/2026 | 09:00
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FOTO: Reprodução/X/@TheAcademy
FOTO: Reprodução/X/@TheAcademy Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A maior campanha brasileira da história recente no Oscar terminou sem estatuetas. Apesar de disputar cinco categorias na 98ª edição da premiação, o Brasil não levou nenhum troféu na cerimônia realizada ontem à noite, no Dolby Theatre, em Los Angeles. A noite acabou dominada por produções internacionais e por dois títulos que concentraram a maior parte das vitórias: Uma Batalha Após a Outra (seis) e Pecadores (quatro). 

Representado por O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Adolpho Veloso, o País chegou à cerimônia com indicações importantes, incluindo Fotografia, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Direção de Elenco. No entanto, todas as disputas terminaram em favor de concorrentes estrangeiros. 

Em O Agente Secreto, um especialista em tecnologia vivido por Wagner Moura encontra provas de um esquema de vigilância ilegal e passa a ser perseguido por agentes interessados em silenciar a descoberta. O suspense acompanha sua tentativa de expor a verdade enquanto protege a própria família.

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O grande vencedor da noite foi Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson. O longa levou o principal prêmio da Academia, o de Melhor Filme, além de vitórias em categorias como Direção de Elenco e Roteiro Adaptado, consolidando uma trajetória marcada por vitórias sucessivas ao longo da temporada de premiações. A produção também rendeu a Sean Penn o Oscar de Ator Coadjuvante. O artista, porém, optou por não comparecer à cerimônia de entrega do prêmio.

Uma Batalha Após a Outra acompanha personagens cujas vidas se cruzam em meio a disputas políticas e conflitos pessoais ao longo de décadas. A trama segue um antigo militante que precisa lidar com as consequências de suas escolhas enquanto novas gerações retomam a luta.

Em Melhor Filme Internacional, considerada uma das principais apostas brasileiras, o prêmio ficou com Valor Sentimental, produção norueguesa dirigida por Joachim Trier. O filme acompanha um diretor de cinema em declínio que tenta reconstruir a relação com as filhas, explorando memórias familiares, culpa e reconciliação. A vitória marcou a primeira vez que a Noruega conquista a estatueta nessa categoria. 

Já o Oscar de Melhor Ator foi conquistado por Michael B. Jordan por sua atuação em Pecadores. No longa dirigido por Ryan Coogler, o ator interpreta irmãos gêmeos que administram um clube musical no Sul dos Estados Unidos enquanto enfrentam ameaças sobrenaturais e conflitos sociais. 

O filme também acumulou outras vitórias técnicas ao longo da noite. Entre elas, está a estatueta de Melhor Fotografia, conquistada por Autumn Durald, que bateu o brasileiro Adolpho Veloso, por Sonhos de Trem. O trabalho visual foi elogiado pelo uso expressivo de luz e sombra para criar a ambientação sombria da história. Mesmo sem troféus, a presença brasileira foi considerada histórica. Além das indicações, Wagner Moura tornou-se o primeiro ator brasileiro indicado ao Oscar por um papel em filme de língua não inglesa, consolidando a visibilidade do cinema nacional na premiação, que já havia sido destacada com Ainda Estou Aqui, no último ano, com a vitória em Filme Internacional.




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