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Denúncia ao MP-SP leva servidora ligada a Gianello à exoneração

Investigação aponta que Ana Carolina Bruno, desde que foi contratada em maio de 2025, esteve na Câmara de São Caetano por quatro minutos

11/03/2026 | 21:37
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FOTOS: Denis Maciel/DGABC | Celso Luiz/DGABC
FOTOS: Denis Maciel/DGABC | Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ana Carolina Oliveira Bruno, peça-chave na denúncia feita ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo) sobre manutenção de assessores fantasmas pelo vereador de São Caetano Matheus Gianello (PL), foi exonerada do cargo em comissão de chefe de gabinete na terça-feira (10). A decisão ocorre no mesmo dia em que o Diário trouxe notícia sobre o inquérito civil em andamento na 7ª Promotoria de Justiça da Comarca. Intimada a depor, a investigada prestou na quarta-feira (11) esclarecimentos de forma remota, por videoconferência, conforme apurou a reportagem.

A investigação teve origem em denúncia anônima em outubro do ano passado, a qual apontou que Ana Carolina Oliveira Bruno, enquanto ocupava o cargo comissionado de chefe de gabinete, teria recebido remuneração integral sem prestar serviços. A funcionária, segundo a acusação, viajou para a Itália entre 22 de junho e 4 de julho de 2025, sem pedir férias ou afastamento das funções. Com a ausência, o cumprimento da jornada semanal de 44 horas ficou prejudicado.

Nos documentos, aos quais o Diário teve acesso, há cópias dos espelhos de ponto da investigada solicitadas pela Promotoria. As reproduções mostram que no período compreendido entre maio e setembro de 2025, Ana Carolina Oliveira Bruno permaneceu na Câmara por quatro minutos.

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Em 29 de maio do ano passado, uma quinta-feira, a investigada entrou no Legislativo às 16h20 e deixou o local às 16h24. Antes, em 14 de abril, Ana Carolina Oliveira Bruno esteve na Câmara das 16h22 às 16h38, à época, sem vínculo efetivo com o gabinete. Ao longo de 2024 a aliada de Gianello compareceu por diversas vezes na sede do Parlamento, não permanecendo por mais de 25 minutos. Destaca-se que a liberação das catracas para entrada e saída do prédio da Câmara é feita por reconhecimento facial.

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Procurada para se manifestar, Ana Carolina Oliveira Bruno informou, por meio de sua advogada, que prestou depoimento à Promotoria de Justiça de São Caetano, detalhando as atividades desempenhadas no gabinete do vereador Matheus Gianello. A defesa da investigada foi instada pela reportagem sobre os espelhos de ponto que demonstram ausência no local de trabalho e a resposta encaminhada foi que todos os questionamentos foram esclarecidos junto à Promotoria.

À advogada, que também integra a banca de defesa de Matheus Gianello, opositor ao prefeito Tite Campanella (PL), foi aberto o espaço para manifestação quanto à exoneração, mas nenhuma resposta foi apresentada até o fechamento da edição. 




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