Projeto Ideia é criar cadastro com informações sobre pessoas com deficiência na cidade
FOTO: André Henriques/DGABC/Banco de Dados (Ilustrativa)

A gestão do prefeito Marcelo Oliveira (PT) tem se mobilizado e promovido reuniões multissetoriais para discutir estratégias a fim de iniciar o Censo PcD em Mauá.
A ideia é criar um cadastro municipal integrado e com cruzamento de informações com o número consolidado de pessoas com deficiência na cidade. A partir da depuração dos dados, a Prefeitura pode promover ações e investimentos de forma assertiva, acessível e direcionada para essa parcela populacional.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima que na cidade haja um grupo superior a 30 mil pessoas com algum tipo de deficiência, seja visual, motora ou intelectual.
A Prefeitura de Mauá, por meio da Secretaria de Proteção e Defesa das Pessoas com Deficiência, chefiada por Samuel Ferreira dos Santos, diz que já está em fase de estudos e de articulação intersetorial a proposta para se estruturarem instrumentos de diagnóstico sobre a população com deficiência no município.
De acordo com a Pasta, esse processo é desenvolvido com informações obtidas junto ao IBGE e com as secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Educação; desta forma, os dados passam a subsidiar o planejamento de políticas públicas para PcDs.
Com população estimada em 477.552 habitantes, calcula-se que aproximadamente 6,5% da população apresente algum tipo de deficiência, o que representa mais de 30 mil pessoas no município.
A Prefeitura, no entanto, não divulgou quando deverá realizar a primeira pesquisa ou apresentar os números finais compilados.
PROJETO
Na Câmara, o vereador Ricardinho da Enfermagem (PSB) apresentou projeto para a criação do Censo PcD; porém a propositura, mesmo aprovada em plenário, foi vetada pelo Executivo por vício de iniciativa.
O texto é de cunho administrativo, sob responsabilidade da Prefeitura, detentora de instrumentos, recursos e equipe para a realização do levantamento.
Hoje, em sessão ordinária, a proposta será levada a plenário para votação. No entanto, os vereadores devem manter o veto à matéria.
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