Clássicos ‘Veterano’ é um Buick Model 19 conversível, de 1910, um clássico do setor automotivo, que está registrado em São Bernardo
FOTO: Denis Maciel/DGABC

No Grande ABC há 4.466 veículos de colecionadores com até 116 anos de vida ativa. Em Santo André estão 1.784. São Bernardo concentra 1.720 e São Caetano, 962. Dados são do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), que realiza o reconhecimento do valor histórico das unidades via placa preta.
O carro mais antigo da região é um Buick Model 19 conversível, de 1910, um clássico do setor automotivo que está em São Bernardo. A cidade de Santo André tem o segundo veículo mais antigo do Grande ABC, um Chrysler de 1917.
Entretanto, o líder no gosto dos colecionadores da região é o popular Fusca, com 938 exemplares de placa preta. Fabricados entre 1952 e 1995, a frota no Estado é de aproximadamente 17 mil unidades.
O automóvel mais longevo de São Paulo fica na Capital.Trata-se de um exemplar de 1902 da fabricante francesa De Dion-Bouton. Fundada pelo marquês Jules-Albert de Dion e por Georges Bouton, dos quais leva o nome, a indústria funcionou de 1883 a 1953.
Os outros três veículos mais antigos são também da Capital, todos de 1906. Dois são franceses, um Renault e um Peugeot, e o outro é um norte-americano Cadillac.
Na totalidade, o Estado de São Paulo possui 2,8 milhões de veículos fabricados até 1950 com valor histórico reconhecido.
Polidor de carros, antigos e novos, Daniel Malvezi, 44 anos, é um dos colecionadores da região. Morador de São Bernardo, possui três carros com placas pretas: uma Caravan de 1980, um Opala de 1987 e um Omega de 1995.
A paixão pelos carros começou na infância, com o incentivo de seu pai, e foi sendo aguçada ao longo do tempo. “Quando tinha 15 anos, já gostando de carros, mas curtindo a adolescência, andando de skate e bicicleta, observava um vizinho que tinha um Mustang e um Maverick. Isso me influenciou a caminhar pelo mundo dos carros antigos.”
Daniel Malvezi já teve seis modelos de coleção e pretende investir em mais unidades. “Dá gasto, mas o meu prazer é cuidar dos carros antigos. Sou polidor há 14 anos e trabalho com estética automotiva. Frequento eventos de colecionadores e gosto de me reunir com amigos para falar do tema. É minha alegria e vício, uma área que, além de me dar prazer, paga minhas contas”, destaca o profissional.
EMPLACAMENTO
Um automóvel, para ter a placa de coleção, deve possuir ao menos 30 anos. De acordo com o Detran-SP, o emplacamento valoriza o veículo. O órgão lançou uma página exclusiva para os colecionadores solicitarem a distinção. O site é dedicado a veículos antigos de modo geral e permite também a regularização de automóveis que ainda possuam a velha placa amarela de duas letras.
Além disso, na página pode ser solicitada a emissão gratuita da Certidão de Veículo com Placa Amarela, documento usado para provar registro, propriedade e histórico da moto ou automóvel, e na instrução de processos administrativos ou judiciais.
A certidão tem o benefício adicional de dar suporte à regularização ou atualização cadastral e à transferência de propriedade. A troca da placa amarela por uma do padrão atual, o Mercosul, é obrigatória se o proprietário tiver o interesse em circular com o veículo.
Um veículo flagrado pelas autoridades trafegando na rua com a placa de duas letras pode ser recolhido a um pátio, já que não é registrado na base do Detran-SP. Quem possui um veículo de placa amarela, por vezes herdado de parente, e tem interesse em rodar pelas vias, pode regularizá-lo na nova página.
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