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Força-tarefa quer mitigar mau cheiro na Represa Billings

Reservatório responsável por fornecer água para cidades do Grande ABC tem elevadas cargas de fósforo e proliferação de algas

09/02/2026 | 22:04
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FOTO: Celso Luiz/Banco de dados
FOTO: Celso Luiz/Banco de dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governo de Estado coordena força-tarefa estratégica para mitigar o mau cheiro na represa Billings, um dos principais mananciais da Região Metropolitana de São Paulo e que fornece água também para São Bernardo, Diadema e Santo André no Grande ABC. A iniciativa é discutida pela Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), por meio da URAE (Unidade Regional de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário) Sudeste, com a participação de órgãos estaduais e municipais, forças de segurança, concessionárias de saneamento e representantes da sociedade civil.

O grupo tem como missão promover ações centralizadas e evitar trabalhos fragmentados para solucionar problemas estruturais associados ao lançamento irregular de esgoto, à ocupação desordenada do solo e à degradação ambiental no entorno da Billings. Todos esse fatores contribuem sobremaneira na qualidade da água represada.

Laudos técnicos analisados pela força-tarefa demonstram que em determinadas áreas do reservatório concentram cargas elevadas de fósforo, substância ligada ao despejo de esgoto doméstico. Esse processo, além de poluir a água, favorece a proliferação de algas e intensifica o mau cheiro.

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O grupo de trabalho que envolve a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Polícia Militar Ambiental, e a EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e prefeituras discute o Plano de Ação Integrado para a Billings iniciado neste mês, que prevê um cronograma escalonado de medidas até 2028.

“O objetivo é atuarmos em um cronograma escalonado de medidas estruturado em eixos como saneamento básico, fiscalização ambiental, monitoramento da qualidade da água e zeladoria urbana. Cabe destacar que a Semil já atua com o Grupo de Fiscalização Integrada Billings, fórum vigente que será integrado nesta iniciativa. Com o novo contrato de concessão da Sabesp foi possível ampliar a área de atuação para a prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em núcleos urbanos informais autorizados pelas respectivas prefeituras”, explica a secretária-executiva do conselho deliberativo da URAE, Roberta Buendia.

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O plano de ação deve reduzir ou até acabar com o mau cheiro na represa e também melhorar a qualidade da água levada às torneiras em cidades abastecidas pela Billings.

Apesar das condições químicas da água, a Cetesb garante o consumo seguro. “A Companhia monitora continuamente a qualidade ambiental do manancial e a avaliação dos aportes de nutrientes, especialmente fósforo, que influenciam as condições do reservatório. Os mananciais que abastecem a Grande São Paulo podem apresentar florações de algas que produzem substâncias capazes de alterar odor ou gosto da água bruta, sem que isso, necessariamente, comprometa a qualidade após o tratamento.”

“A água fornecida à população passa por processo completo de tratamento na estação Rio Grande e a Companhia monitora continuamente a qualidade e não detectou nenhuma alteração na água fornecida”, diz a Sabesp.




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