Autônomos Para o sindicalista Moisés Selerges, trabalhador sem carteira assinada não pode ficar desassistido
FOTO: Adonis Guerra/SMABC

O presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), Moisés Selerges (PT), pré-candidato a deputado federal, defende que trabalhadores vinculados a plataformas digitais de entrega de alimentos ou de transporte remunerado de passageiros, por exemplo, possam ter direito aos serviços previdenciários. “O movimento sindical tem que discutir essa realidade, de um novo capitalismo de plataformas e buscar soluções”, disse ao Diário.
Segundo ele, o assunto precisa integrar ampla discussão para encontrar um meio termo, a fim de garantir direitos previstos a quem exerce atividade com carteira assinada sob o guarda-chuva da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
“Tem que ser discutido o mínimo de direito para os trabalhadores. Já vi o cara que anda com a mochila nas costas para levar comida, se acidentar, perder a perna e ficar fora da plataforma. Sem previdência, como ele vai viver. Quem tem de pagar (a Previdência Social) são as empresas, não os trabalhadores. As plataformas não têm que criar um meio de fazer o recolhimento mensal. Seria a responsabilidade das empresas pagar. Essa é uma realidade irreversível”, pontuou Selerges.
LEIA MAIS:
‘Sou pré-candidato a deputado federal porque quero ser’, diz Selerges
Para o sindicalista, com o avanço da tecnologia e o empreendedorismo em alta, o trabalhador, seja de qualquer setor, “tem o direito de não querer acordar de madrugada, pegar transporte público lotado e trânsito para chegar na empresa, ganhar mal e ainda ser maltratado pelo patrão. O trabalhador tem o direito de escolher um caminho. Nem todo mundo precisa ser CLT”.
Por fim, Moisés Selerges, defende que a discussão sobre o tema deve ser ampla e suprapartidária. “Só assim o real beneficiário será quem, está ali na ponta, o trabalhador”, disse.
LEIA TAMBÉM:
Selerges deixa em aberto entrar na disputa pelo Paço são-bernardense
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.