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Ministro André Mendonça, do STF, diz ser preciso valorizar o trabalho

Indicado por Bolsonaro à mais alta Corte do País palestrou em Santo André

07/02/2026 | 23:34
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


André Mendonça, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), conhecido por ser “terrivelmente evangélico” e indicado pelo então presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) para o cargo, realizou ontem em Santo André palestra para juristas e advogados cristãos. Na agenda, o magistrado relativizou a estrutura de pessoal à disposição dos membros da mais alta Corte do País e defendeu a valorização do trabalho. “Um Brasil com maioria evangélica tem de ser um País com menos corrupção, com ética, integridade e que valorize o trabalho, o esforço e a dedicação”, declarou.

O discurso de Mendonça – pastor presbiteriano – está alinhado ao pensamento da direita brasileira contra a defesa dos programas sociais endossados pela esquerda. “Nada mais legítimo do que você tirar férias e ficar em um hotel confortável e poder ir a bons restaurantes com o suor do trabalho, com honestidade, integridade, sem fraudar os outros e sem se corromper”, afirmou.

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Antes de subir ao púlpito, o ministro ouviu do amigo e considerado um dos maiores juristas do País, Ives Gandra, que o STF tem “invadido competências”. A crítica à Corte remete às interferências em atos dos poderes Legislativo e Executivo, que em algumas ocasiões, foram derrubados por decisões monocráticas.

Questionado pelo Diário sobre o tema, Mendonça limitou-se a dizer que falaria exclusivamente sobre o evento, mesmo com a pergunta estando inserida no contexto da palestra e do vídeo gravado exibido em telão. A reportagem então o indagou se as declarações públicas eram recados à esquerda e ao atual governo, mas ele despistou. “A palavra é um dever do cristão, que tem de ter postura ética para que este País tenha mais Justiça, eficiência e com moralidade pública, desde o município até as esferas mais elevadas.”

Mendonça reclamou e relativizou da estrutura de trabalho no STF. O magistrado disse que “aproveitando o pouco recesso” refletiu sobre o trabalho. “Monocraticamente são cerca de 600 decisões por mês, além da média de cinco sessões por semana e outros processos. Muitos podem achar que o ministro tem um gabinete grande. São cerca de 40 pessoas, um gabinete enxuto. É um grupo muito pequeno. Um assessor do Supremo ganha (de salário) bruto R$ 16 mil, o que não é um valor expressivo”, afirmou.

A agenda foi organizada pela presidente da ABPC (Academia Brasileira de Pensadores Cristãos) Arleide Braga. “A nossa missão é a de fomentar o pensamento crítico, ético e cristão’, disse.

O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (PSDB), lembrou do rigor técnico de Mendonça em suas decisões. “É um guardião da Constituição”, disse, antes de completar: “o ministro tem um instituto que preza pela boa governança e de controles internos e por isso temos esse diálogo institucional para uma gestão transparente e eficiente.”




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