Em Brasília Petista com trajetória em Santo André substituirá Rui Costa na chefia da Pasta e será segunda liderança do Grande ABC no primeiro escalão
Ricardo Stuckert/PR

De olho nas eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu os substitutos dos ministros que deixarão o governo para reforçar a campanha petista. Entre as alterações, ressurge Miriam Belchior, com origem no PT de Santo André e atual secretária-executiva da Casa Civil, no lugar do atual ministro-chefe da Pasta, Rui Costa (PT-BA). A petista será a segunda integrante do primeiro escalão com histórico no Grande ABC, além de Luiz Marinho (PT), que permanecerá no comando do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ao todo, mais de 20 ministros devem deixar o governo Lula até 4 de abril em cumprimento ao prazo de desincompatibilização dos cargos, seis meses antes das eleições, exigido pela legislação federal. Além de Miriam Belchior alçada ao posto de Rui Costa, o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável Olavo Noleto será o ministro das Relações Institucionais no lugar de Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata petista à vaga no Senado no Paraná.
Miriam Belchior foi casada com o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel - morto em 2002. De 1997 a 2002, ela teve passagens como secretária de Administração e Modernização Administrativa e, depois, de Inclusão Social e Habitação no Paço andreense. No ano seguinte, ela exerceu o posto de assessora especial do presidente da República no primeiro governo Lula. Em 2004, tornou-se subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil e, três anos depois, foi para a Secretaria Executiva do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Já na gestão Dilma Rousseff (PT), Miriam Belchior foi designada ao cargo de ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre 2011 e 2014, e, em seguida, esteve nomeada como presidente da Caixa Econômica Federal, de 2015 a maio de 2016, até o afastamento da presidente, processo que posteriormente resultou no impeachment da petista. Desde o início da terceira passagem de Lula ao Palácio do Planalto, ela esteve novamente na Casa Civil, desta vez como secretária-executiva da Pasta.
O Planalto também se prepara para as prováveis saídas de Fernando Haddad (PT, Fazenda), Camilo Santana (PT, Educação) e Simone Tebet (MDB, Planejamento), Marina Silva (Rede, Meio Ambiente) na Esplanada dos Ministérios. Eleito deputado federal em 2024, Marinho, ex-prefeito de São Bernardo, permanecerá como ministro, abrindo mão da disputa eleitoral.
Sarrubbo cumpre agenda na região antes de deixar cargo no Ministério
Secretário nacional da Justiça e Segurança Pública, Mario Sarrubbo deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo o Santo André possivelmente como última agenda oficial. Seu desligamento já era certo desde o fim da gestão de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O representante da Pasta esteve na manhã desta terça-feira (27) no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a fim de assinar a entrega de 3.657 equipamentos de menor potencial ofensivo às GCMs (Guardas Civis Municipais) da região.
Sarrubbo cederá o lugar para o ex-secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Costa Veloso, conhecido como Chico Lucas. Em tom de despedida, agradeceu pela passagem na Secretaria Nacional da Justiça e Segurança Pública. “As portas do Ministério da Justiça e Segurança Pública continuarão abertas para os municípios. Muito obrigado. Desejo o mais absoluto sucesso ao Grande ABC, ao Consórcio Intermunicipal e às forças municipais desta importantíssima região do Estado de São Paulo”, discursou.
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