Economia Titulo Frente Nacional de Prefeitos

Sto.André integra lista de cidades que vão discutir Reforma Tributária

Única representante da região vai contribuir com debate sobre novo modelo de arrecadação IBS, que unifica ISS e ICMS gradativamente

24/01/2026 | 08:53
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Santo André está entre as 39 cidades brasileiras que passam a integrar a representação municipal no CG-IBS (Conselho Superior Provisório do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços), instância central de governança da Reforma Tributária. A escolha ocorreu durante assembleia geral extraordinária da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), que definiu os locais mais populosos do País responsáveis por acompanhar e contribuir diretamente para a estruturação do novo modelo de arrecadação e distribuição do IBS.

A presença de Santo André no colegiado reforça o reconhecimento do município no cenário federativo nacional e consolida o papel estratégico nas discussões que vão definir a implementação de um dos principais pilares da Reforma Tributária. Ele está na lista de suplentes, na 19ª posição (veja na arte).

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De acordo com o prefeito Gilvan Ferreira, vice-presidente de Precatórios da FNP, a cidade passa a ter espaço qualificado para contribuir com diretrizes, normas e decisões que impactarão diretamente Estados em todo o Brasil.

“Recebemos essa indicação com muita gratidão. É um reconhecimento ao trabalho sério que Santo André tem realizado e à capacidade de contribuir com os grandes debates do País. Agradeço a confiança depositada em nosso governo e na representatividade que Santo André passa a exercer na política nacional.”

O Conselho Superior do CG-IBS terá como atribuições definir diretrizes, aprovar normas gerais e supervisionar a arrecadação e a distribuição do novo imposto, que unifica o ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no IBS.

A ideia é que o IBS seja um tributo brasileiro sobre o valor agregado que substituirá os outros dois impostos de forma gradativa de 2026 até 2033.

“Estar entre as cidades que vão acompanhar de perto a Reforma Tributária amplia nossa responsabilidade institucional. Vamos atuar para defender os interesses da população, fortalecer o municipalismo e contribuir para um sistema tributário mais justo e equilibrado”, destacou Gilvan Ferreira.

A assembleia foi conduzida pelo presidente da FNP, Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, que ressaltou a importância da participação das grandes cidades no processo. “Foi fundamental garantir que os municípios que movem a economia brasileira tenham assento nesse debate”, declarou.

Com a eleição concluída, a FNP encaminhará oficialmente as indicações para a composição do Conselho Superior, que terá a missão de centralizar a arrecadação e realizar a distribuição automática das receitas do IBS, preservando o federalismo e a autonomia dos municípios.

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