Crítico Sistema está próximo do pior e último cenário de armazenamento; regra pode reduzir a captação de 23 mil para 15,5 mil litros por segundo
Agência Brasil (outubro)

O sistema Cantareira, um dos reservatórios que abastecem o Grande ABC, está operando com 19,4% do seu volume útil, segundo dados do Painel dos Mananciais da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) atualizados nesta quinta-feira (15). Caso a situação permaneça a mesma em fevereiro, o limite de retirada de água deve ser reduzido mais uma vez, caindo de 23 metros cúbicos por segundo para 15 metros cúbicos.
Diante disso, o horário da redução da pressão de água imposta pela Sabesp pode aumentar, impactando a quantidade de água que chega às residências. Desde 22 de setembro do ano passado, a empresa estipulou a medida das 19h às 5h, visando combater o baixo nível dos mananciais. A companhia não confirmou se irá ampliar o período de racionamento.
Considerando as nomenclaturas da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), o Cantareira já está no pior nível possível. De acordo com a agência, a faixa 5 (Especial) é atingida quando o reservatório apresenta volume inferior a 20%.
De acordo com a SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo), o sistema continua operando no eixo 4 (restrição) e uma eventual troca será analisada em conjunto com a ANA no fim do mês.
“De acordo com a resolução, a faixa de operação do Cantareira é avaliada mensalmente pela ANA e pela SP Águas, com base nos dados de armazenamento e nas condições hidrológicas. Neste caso, a análise será realizada em 31 de janeiro. Só a partir dessa avaliação é definido se o sistema permanece na mesma faixa ou se há mudança, o que impacta diretamente os limites de captação adotados no mês seguinte”, comunicou a SP Águas.
No dia 31 de dezembro de 2025, o armazenamento do Sistema Cantareira operava com 20,2% do volume.
Ainda de acordo com a agência estadual, a possível alteração de fato causaria medidas mais rigorosas, como a redução adicional da vazão captada, definida diretamente pelos órgãos gestores.
Comparando com o dia 15 de janeiro de 2025, o manancial registra uma redução drástica em seu nível. No mesmo período do ano passado, o sistema operava com 50,3%. O atual cenário só não é pior que na crise hídrica, em 2015, quando o reservatório operou no volume morto com -23% e, no ano seguinte, em 2016, quando o manancial registrou apenas 5,9% do volume.
OUTROS
Além do Cantareira, as sete cidades também são abastecidas pelos reservatórios Alto do Tietê, Rio Claro e Rio Grande. Até ontem, os mananciais citados estavam com 21,5%, 42% e 61,2%, respectivamente. O Alto Tietê abastece parte de Santo André e Mauá e é outro que causa alerta nos órgãos, visto que trabalha apenas 1,5% acima da faixa especial.
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