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Mãos à obra

15/01/2026 | 09:15
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A criação de força-tarefa no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para viabilizar a implementação de hospital voltado ao tratamento oncológico de crianças e jovens representa resposta à demanda aberta há anos na região. A articulação entre gestores públicos, entidades sindicais, universidade, Rotary Club e representantes da saúde mostra capacidade de diálogo para enfrentar a ausência de atendimento especializado deixada pelo encerramento de um serviço conhecido da população. Ao centralizar estudos técnicos, modelagem de parceria e encaminhamento político, o colegiado regional assume papel de coordenação que reduz dispersão de esforços e aproxima decisões do interesse coletivo.

O avanço das discussões evidencia que o tema não pertence apenas aos prefeitos ou às instituições diretamente envolvidas. A sociedade civil organizada precisa acompanhar cada reunião no Consórcio, participar dos debates e cobrar encaminhamentos claros, pois o impacto do equipamento alcança famílias de todo o Grande ABC e também da Baixada Santista. Transparência, acompanhamento público e pressão social constante são instrumentos para acelerar trâmites e evitar que consensos se percam em agendas paralelas. Quando diferentes setores se mantêm atentos, o processo ganha legitimidade e ritmo, além de reduzir riscos de interrupções que historicamente atrasam projetos de saúde.

Superada a etapa de estudos e pac-tuações, o passo seguinte deve ser a autorização imediata para o início das obras, estimadas em dois anos, prazo compatível com a urgência do atendimento e com a capacidade técnica apresentada. Mas falta ainda definir o cronograma e, principalmente, a data de início dos trabalhos. Eis uma batalha cuja vitória deve ser buscada no menor intervalo possível. Cada mês de atraso prolonga deslocamentos, coloca vidas em riscos e posterga a prestação de um serviço previsto em política nacional. O Consórcio Intermunicipal mostrou o caminho, os prefeitos sinalizaram apoio e, a partir de agora, a sociedade precisa fazer a sua parte, cobrando resultados. Mãos à obra.

DGABC

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