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Médico diz que 52% dos homens entre 40 e 70 anos tem disfunção erétil

Probabilidade cresce com o avanço da idade mas pode diminuir com uma vida saudável

13/01/2026 | 21:41
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A probabilidade de um homem desenvolver disfunção erétil, que é a incapacidade de ter ereção ou mantê-la durante a relação sexual, aumenta com o avançar da idade. Um estudo do Massachusetts Male Ageing, produzido pelo instituto dos Estados Unidos New England Research, aponta que 52% da população masculina entre 40 e 70 anos vai desenvolver a doença. 

De acordo com o médico urologista e andrologista, especializado em medicina sexual, Bruno Nascimento, aos 70 anos a chance é ainda maior, de aproximadamente 70%. “A disfunção erétil está relacionada com o envelhecimento, mas tem muito a ver com envelhecer mal. Neste caso, as chances aumentam”, esclarece. 

Entre as causas que intensificam a perda da capacidade de ereção estão o sobrepeso, obesidade, tabagismo, sedentarismo, colesterol elevado e hipertensão. Ainda que o homem tenha uma vida saudável, seu desempenho vai naturalmente diminuir. Os fatores indicados, segundo Nascimento, aumentam consideravelmente a queda da função sexual. 

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“A deterioração vai acontecer. Assim como a coluna piora com o tempo e um homem não corre aos 80 anos com o mesmo desempenho dos 20, o tempo de ereção também tende a diminuir em relação aos 18 anos. Porém, casais com uma boa sexualidade não precisam do mesmo nível e conseguem se satisfazer”, explica. 

Outros tipos de disfunções sexuais também podem acometer homens em qualquer idade. As mais comuns, segundo o andrologista, são a redução do desejo, ejaculação precoce, ejaculação retardada, que demora muito para vir ou nunca acontece, e a Doença de Peyronie, quando o pênis entorta, com curvatura que pode chegar a 90 graus, e atrapalha a penetração. 

O tratamento consiste em entender as motivações por meio de exames e atendimento clínico, regulando disfunções encontradas, como a baixa testosterona, além da busca de uma vida saudável, com a prática de atividades físicas e ajustes na alimentação e no sono.

No entanto, o uso de medicação que estimule o fluxo sanguíneo e a ereção é recomendado. “Muitas vezes não é um problema peniano, mas de ansiedade, o que é muito frequente. Nestes casos, recomendo apoio de profissionais da saúde mental, mas o remédio é indicado para ajudar até ter resultados do tratamento psicológico e esse paciente recuperar a confiança”, esclarece o urologista. 





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