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Grande ABC registra 2.343 homens em tratamento do câncer de próstata em 2025

Segundo urologista, doença, que pode surgir principalmente a partir dos 50 anos, tem 90% de chance de cura se descoberta precocemente

13/01/2026 | 21:34
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ao menos 2.343 homens estavam em tratamento contra o câncer de próstata no Grande ABC no ano passado. Em 2024, foram 2.239 casos, aumento de 4,6%. Os dados consideram Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Mauá não informou o número de pacientes.  

O médico urologista e andrologista Bruno Nascimento, responsável pelo grupo de Medicina Sexual do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), destaca a importância do cuidado com a saúde masculina e da regularidade de consultas e exames. 

“O número vem crescendo a cada ano no mundo devido ao aumento dos diagnósticos. Também está relacionado a não ter um estilo de vida saudável. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais casos que no Japão. É o câncer mais comum em homens e um dos que mais mata por ser frequente. Porém, é o mais curável quando identificado precocemente”, aponta o especialista. 

DGABC

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a chance de cura é de 90%. O instituto diz ainda que 75% dos casos ocorrem a partir dos 65 anos. “Um a cada oito homens vai desenvolver a doença ao longo da vida, segundo o National Cancer Institute, geralmente a partir dos 50 ou 60 anos. Antes dos 40 é bastante difícil”, acrescenta Nascimento. 

SEQUELAS

A doença, entretanto, pode deixar sequelas. Um a cada quatro pacientes desenvolve disfunção erétil. “O tratamento do câncer de próstata está associado à disfunção erétil. Tem todo um trabalho que fazemos para permitir que estes homens possam se manter sexualmente ativos, inclusive enquanto estão tratando a doença”, garante Nascimento.

O urologista destaca que o foco é salvar a vida do paciente, pois quanto às sequelas, é possível reverter. “Não é verdade que não tem o que fazer e que é o fim da vida sexual. A medicina evoluiu muito. Se tem um tumor grave que compromete tudo, é recomendado tirar e depois corrigir. Há formas de tratar e se der tudo errado, houver muita perda do maquinário, em últimos casos substituímos por uma prótese.” 

De acordo com o médico, não são somente questões da estrutura física que podem trazer danos à sexualidade do paciente. A ansiedade pela doença e pelo tratamento também causam disfunções. Por isso, em alguns casos é recomendado acompanhamento psicológico. 

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