Habitação Sessão pública para entrega de propostas pelas empresas interessadas está marcada para o próximo dia 23; convênio com a Prefeitura é de 2023
FOTO: Divulgação

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) marcou para o próximo dia 23 a sessão pública para entrega das propostas das empresas interessadas na execução das obras do projeto Diadema O, que prevê a construção de 442 unidades habitacionais, fruto de parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura assinada em 2023. O residencial será destinado a famílias de áreas às margens da Imigrantes, conhecida como região da Ecovias.
De acordo com a CDHU, a licitação será realizada na modalidade de Maior Desconto sobre o valor de referência do edital, estimado em R$ 100.166.297. Após o cumprimento de todas as etapas legais, será assinado o contrato com a empresa vencedora e, na sequência, emitida a ordem de início dos serviços. O prazo de execução das obras é de 24 meses a partir do início efetivo dos trabalhos.
No projeto original consta que o Diadema O será implementado na Avenida Prestes Maia, região norte da cidade, e contará, conforme anunciado pela gestão José de Filippi Junior (PT) em maior de 2023, com três torres residenciais – duas com 19 andares e uma com 21 – todas com elevadores. Segundo o projeto apresentado naquele ano, os apartamentos terão dois dormitórios, sala, banheiro, cozinha e área de serviço.
As obras chegaram a ser iniciadas pela gestão Filippi, quando foi feita a terraplanagem. À época, o então secretário de Habitação, Ronaldo Lacerda, afirmou que a gestão anterior assinou documento abrindo mão de avanço na parceria com o governo do Estado e que o governo Filippi teve de iniciar a discussão sobre o Diadema O praticamente do zero. Agora, com a nova licitação, a expectativa é de retomada plena do cronograma.
O vereador Josa Queiroz (PT), que acompanha o projeto desde suas primeiras discussões, destacou o caráter histórico da iniciativa e sua importância social. “Esse é um projeto que vem desde o final do governo Lauro (Michels,PV), passou pelo governo do Filippi e prevê atender basicamente as famílias que moram no trecho da Rodovia dos Imigrantes. Estamos falando de uma luta de mais de 30 anos do movimento de moradia”, afirmou.
Segundo o parlamentar, o Diadema O faz parte de uma estratégia mais ampla de reassentamento. “A ideia é remover e realocar cerca de 1.200 famílias, em dois projetos: o Diadema O, com 442 unidades que está sendo licitado agora, e o Diadema N. As famílias que não forem atendidas diretamente nesses empreendimentos serão contempladas no processo de urbanização das áreas”, explicou.
DIADEMA N
Além do Diadema O, a CDHU mantém um convênio com a Prefeitura de Diadema, firmado em novembro de 2023 e com vigência de 60 meses, que também inclui o empreendimento Diadema N, com 207 unidades habitacionais. Esse segundo projeto ainda está em fase de elaboração, com a realização de estudos ambientais, sondagens do solo e desenvolvimento do anteprojeto.
Josa Queiroz ressaltou que o convênio já está assinado e que as famílias beneficiárias estão previamente cadastradas. “Esses empreendimentos têm como função principal atender exclusivamente essas famílias da Rodovia dos Imigrantes, além de um grupo de famílias do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) na cidade. Agora, vamos reorganizar essas famílias e retomar o diálogo com a Prefeitura para garantir que a demanda original seja mantida e que o projeto não sofra alterações”, concluiu o vereador.
Questionada, a Prefeitura não retornou à reportagem até o fechamento da edição.
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