Eleições Sindicalista diz que disputa estadual deve girar em torno de projetos
Adonis Guerra/SMABC

O presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e pré-candidato a deputado federal, Moisés Selerges (PT), ao analisar o futuro da esquerda brasileira no cenário pós-Lula, afirma que o campo progressista conta hoje com quadros capazes de dar continuidade ao projeto político iniciado pelo atual governo.
Em entrevista ao Diário, Selerges disse não se ver, neste momento, como um nome para a sucessão presidencial, mas demonstrou confiança na renovação das lideranças. “Meu papel é trabalhar a pauta dos trabalhadores, mas a esquerda tem nomes com condições de seguir com esse projeto”, afirma o petista.
Entre os possíveis sucessores, Selerges citou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o vice-presidente, Geraldo Alckmin; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos; e a ministra Simone Tebet. Destacou especialmente o papel de Alckmin na política industrial e nas negociações internacionais. “Ele foi fundamental na negociação das tarifas impostas pelos Estados Unidos e ajudou a reerguer a indústria”, diz.
O sindicalista também mencionou novos quadros políticos, como Silvio Costa Filho (ministro de Portos e Aeroportos do Brasil), Jader Filho (ministro das Cidades do Brasil) e Renan Filho (ministro dos Transportes do Brasil), além de lideranças mais jovens que, segundo o petista, fortalecem o campo progressista. “Em termos de quadros, fico mais tranquilo. A juventude que surge na política dá perspectiva de continuidade”, avalia.
Sobre o cenário eleitoral de 2026, Selerges demonstrou otimismo com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citando entregas do governo, como investimentos do PAC, obras de infraestrutura e mudanças no Imposto de Renda. “É um momento de entregas, e a população vai reconhecer isso”, ressalta.
Ao comentar a política estadual, Selerges fez críticas ao governo de São Paulo na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobretudo na área industrial e nas privatizações. “Foi um governo ruim para a indústria e para os investimentos no estado. A privatização da Sabesp já mostra problemas no abastecimento”, aponta.
Para o petista, a disputa estadual deve girar em torno de projetos, e não apenas de nomes. “Eu não escolho adversário. Defendo um projeto que esteja a serviço dos mais pobres e dos trabalhadores”, conclui, ressaltando que o presidente Lula é quem vai definir os nomes para as disputas estaduais.
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