Apoio do presidente Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC será nome na disputa a deputado federal
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Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC desde janeiro de 2022, Moisés Selerges surge como o principal nome do PT na região para disputar uma vaga de deputado federal, ocupando o espaço deixado por Luiz Marinho (PT), que desistiu da candidatura para permanecer à frente do Ministério do Trabalho e Emprego, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a decisão anunciada no início de dezembro, Selerges passou a ser tratado como herdeiro natural da cadeira no Congresso Nacional, contando com o apoio de Marinho e o respaldo do próprio presidente da República. Em entrevista ao Diário, o sindicalista ressalta que a pré-campanha começa a ser estruturada na segunda quinzena de janeiro. “Estamos articulando, fazendo o planejamento da pré-campanha.Éum desafio, mas a gente sente a necessidade de colocar representantes no Congresso que discutam a pauta dos trabalhadores”, afirma.
De acordo com Selerges, a atual composição da Câmara Federal dificulta o avanço de projetos voltados à classe trabalhadora. Segundo ele, a candidatura nasce da necessidade de reequilibrar forças no Legislativo. “Do jeito que a Câmara está hoje, é muito difícil aprovar pautas que interessam, de fato, aos trabalhadores”, aponta.
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Caso eleito, o sindicalista afirma que pretende atuar com forte mobilização social para garantir sustentação às propostas defendidas pelo governo Lula. “Com mobilização, as coisas se tornam menos difíceis. É preciso eleger deputados comprometidos e, ao mesmo tempo, dialogar com a população”, diz.
Apesar do cenário que classifica como adverso, o presidente dos Metalúrgicos do ABC afirma que o sindicalismo segue sendo essencial para a democracia e pode voltar a ganhar força. “Não existe democracia sem sindicatos. O movimento sindical precisa se reorganizar, entender que o mundo do trabalho mudou e dialogar com a juventude e com as novas formas de trabalho”, destaca.
Entre as pautas que pretende defender no Congresso, Selerges cita a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6x1 e uma participação ativa dos trabalhadores no debate sobre a transição energética. “A redução da jornada é um debate que o Brasil já está preparado para fazer. E a transição energética precisa ser justa, com os trabalhadores participando das decisões”, disse.
Para Selerges, a atuação parlamentar deve estar conectada à mobilização social e ao diálogo permanente com a população. “É fundamental eleger deputados comprometidos com os trabalhadores, mas também manter um diálogo constante com a sociedade para dar respaldo às pautas que defendemos”, conclui.
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