Doença neurodegenerativa O medicamento é produzido com o anticorpo lecanemabe e atua na remoção das placas beta-amiloides do cérebro, seu uso é indicado para pessoas com demência leve causada pela doença
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o medicamento Leqembi, um novo tratamento para o Alzheimer que é capaz de retardar a ação de deterioramento no cérebro causada pela doença. O Alzheimer é a principal causa de demência neurodegenerativa no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de um milhão de brasileiros convivem com a doença.
Até o momento, não havia um tratamento específico para à doença em si, apenas para suas consequências. O medicamento atua na remoção das placas beta-amiloides do cérebro e é produzido com o anticorpo lecanemabe. O Leqembi é indicado para pacientes nos estágios iniciais ou para aqueles que já apresentam demência leve causada pelo Alzheimer.
Um estudo publicado em 2022 na New England Journal of Medicine, uma das mais importantes revistas no ramo científico, comprova a eficácia do medicamento. Ele envolveu 1.795 voluntários com Alzheimer em estágio inicial. As infusões de lecanemabe foram administradas a cada duas semanas. Após um ano e meio de tratamento, o medicamento reduziu o decínio cognitivo-funcional dos pacientes, indicando um avanço mais lento da doença no cérebro.
O medicamento já é aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration), e comercializado no país desde 2023. Agora, passa a estar disponível também no Brasil.
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