Política Titulo Transporte

Governo do Estado reajusta passagens de trens e Metrô

Capital anunciou aumento da tarifa de ônibus; no Grande ABC ainda não houve decisão

29/12/2025 | 21:18
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governo do Estado anunciou ontem reajuste nas tarifas de trens e Metrô a partir de 6 de janeiro. A tarifa básica do sistema metroferroviário metropolitano, que inclui Metrô e trens, será reajustada de R$ 5,20 para R$ 5,40, o que representa aumento de 3,85%, percentual inferior à inflação do período, estimada em 4,46% pelo IPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Todas as gratuidades atualmente vigentes serão mantidas, segundo o governo estadual.

Na Capital, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também já anunciou que a tarifa dos ônibus municipais passará para R$ 5,30, também a partir de 6 de janeiro. Segundo o emedebista, o reajuste está abaixo do IPC-Fipe Transporte Coletivo no acumulado do ano e ainda será encaminhado à Câmara, conforme os trâmites legais. Apesar disso, o aumento de 6% supera a inflação medida pelo IPCA, que foi de 4,5%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com a SPTrans, os créditos comprados até as 23h59 do dia 5 de janeiro, no valor de R$ 5, terão validade de 180 dias. Após esse prazo, o débito passará a considerar a nova tarifa de R$ 5,30. O limite de recarga segue sendo de 200 tarifas para Vale-Transporte e 100 ao Bilhete Único Comum.

DGABC

Nas sete cidades do Grande ABC, porém, o cenário segue indefinido. Até o momento, os municípios da região ainda não anunciaram se haverá reajuste nas tarifas de ônibus municipais.

Segundo o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), a atualização tarifária é resultado de uma análise criteriosa das despesas operacionais, que vêm registrando crescimento contínuo, especialmente em custos essenciais como energia, manutenção da frota, infraestrutura e folha de pagamento.

“O objetivo do ajuste é garantir a eficiência, a segurança e a qualidade do serviço prestado à população, assegurando a continuidade da operação do sistema de transporte público metropolitano. Mesmo com o ajuste abaixo da inflação e para garantir este valor da tarifa, o Governo de São Paulo ainda aportará aproximadamente R$ 5,1 bilhões no sistema metroferroviário” destacou a gestão. 

O Estado afirmou ainda que atualmente mantém sete obras em andamento, com investimento de R$ 57 bilhões, “voltadas à ampliação da malha de transporte e à construção de um sistema cada vez mais moderno, sustentável e inclusivo”.

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