Câmaras São Bernardo registra maior produtividade, com 186 proposituras analisadas em plenário; 84% das redações enviadas são do Executivo
FOTO: André Henriques 19/8/25

Cento e cinquenta vereadores do Grande ABC encerram este primeiro ano da atual legislatura com 868 projetos de lei aprovados em plenário nas sete cidades. Desse número, 403 matérias vieram dos prefeitos, correspondendo a 46,4% de todas as redações votadas nos Parlamentos. Em índice quantitativo global, o Legislativo de São Bernardo registrou a maior desempenho, com 186 textos analisados, dentre eles, 156 matérias oriundas do governo do prefeito Marcelo Lima (Podemos), um índice de 84% do total avalizado.
O levantamento do Diário leva em consideração projetos de lei, de lei complementar e propostas de emendas à Lei Orgânica Municipal, que equivale a uma Constituição no dia a dia de uma cidade. A reportagem também questionou, às Câmaras, os números de indicações, que sugerem melhorias ao Executivo, e de requerimentos, usados para fiscalizar e cobrar informações ou providências oficiais, ambas ferramentas de iniciativa dos vereadores. Apenas Santo André não informou os dados desses dois instrumentos.
Composta por 28 vereadores, a Câmara de São Bernardo teve o primeiro ano marcado pela predominância de projetos do Executivo aprovados no plenário Tereza Delta. Somando as 40 sessões ordinárias e três extraordinárias ao longo de 2025, o governo só deixou de ter propostas apreciadas no Legislativo em três datas, sendo duas durante o período em que Marcelo Lima esteve afastado do Paço por determinação do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), por suspeita de corrupção, entre 14 de agosto e 10 de outubro. A Casa também avalizou 205 requerimentos e 18.058 indicações.
Segundo maior Legislativo em assentos, com 27 parlamentares, Santo André registrou 133 redações votadas, englobando 54 propostas enviadas pelo governo do prefeito Gilvan Ferreira (PSDB), representando 40,6% das proposituras aprovadas. O tucano teve um 2025 de relativa tranquilidade na aprovação de propostas, com uma oposição restrita a três legisladores do PT e um do Psol. Diferentemente de São Bernardo, chama a atenção no Parlamento andreense a maior proatividade dos vereadores em relação ao Executivo.
Outro dado que ganha destaque vem de Diadema, onde o prefeito Taka Yamauchi (MDB) somente teve o seu primeiro projeto de lei aprovado na Câmara no dia 8 de maio, ou seja, 127 dias após a posse. Esse foi o tempo que o emedebista precisou para compor a maioria na Casa. Ao formar uma base de 17 dos 21 vereadores, o chefe do Executivo conseguiu aprovar 50 redações de sua autoria, entre as 157 matérias votadas no plenário, que também encaminhou 794 requerimentos e 5.638 indicações à administração municipal.
Em São Caetano, os 21 vereadores deram sequência ao total de 49 proposituras, sendo 33 delas chanceladas pelo prefeito Tite Campanella (PL), enquanto o Legislativo enviou ao Executivo 606<TB>requerimentos e 4.458 indicações. Nessa última ordem, os 23 legisladores da Câmara de Mauá aprovaram, respectivamente, 3.185 e 5.401 desses instrumentos parlamentares, ao mesmo tempo que a Casa aprovou um total de 111 proposituras, sendo 33 delas assinadas pelo prefeito Marcelo Oliveira (PT).
A Câmara de Ribeirão Pires, com 17 representantes, carimbou 160 matérias de lei, incluindo os 37 enviados pelo prefeito Guto Volpi (PL), enquanto encaminhou 1.117 requerimentos e 3.367 indicações. Em Rio Grande da Serra, os 13 vereadores votaram 72 projetos, englobando 40 de Akira Auriani (PSB). A mesma Casa também aprovou 447 requerimentos e 90 indicações.
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