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Em seu 1º ano, sub-17 feminino do Santo André se destaca e celebra título

O time tem temporada marcada por troféu e atuações de orgulhar a torcida

Fabio Junior
Especial para o Diário
29/12/2025 | 07:58
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em seu primeiro ano de existência, a equipe feminina sub-17 do Santo André transformou um projeto recém-criado em um capítulo muito especial da história recente do clube. Com pouco tempo de montagem e uma comissão técnica jovem, o time rapidamente encontrou identidade e chamou atenção no cenário estadual.

A campanha na Paulista Cup foi o primeiro grande indício de que o Santo André tinha muito potencial. Vice-líder do Grupo A com 14 pontos ganhos, o Santo André cresceu ao longo da competição, goleou o Guarani por 5 a 0 nas quartas, mostrou maturidade na semifinal contra o Penha, empatando por 1 a 1 e com triunfo por 3 a 2 nos pênaltis, confirmando sua força na final contra o Audax, novamente decidida nos penais. O empate por 1 a 1 no tempo normal abriu caminho para um título histórico, garantido por 5 a 4.

No Campeonato Paulista Sub-17, o desempenho sólido se repetiu. As Ramalhetes terminaram a fase de grupos em terceiro lugar, com 10 pontos, avançando para o mata-mata com confiança. Nas quartas, mostraram consistência ao vencer o Centro Olímpico por 1 a 0 no jogo de ida, realizado no Estádio Bruno José Daniel, e conseguindo segurar o 0 a 0 na volta. A semifinal, contra o São Paulo, representou o desafio mais duro na temporada, e o time andreense acabou eliminado após uma dura derrota por 4 a 1. Entretanto, o desempenho colocou o clube entre os melhores do Estado logo na primeira participação, um feito de grande peso.

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Entre as atletas, histórias individuais ajudaram a moldar o espírito coletivo. A artilheira Mikaelly Monteiro, 17 anos, marcou nove gols e foi decisiva em momentos-chave. “Gosto de fazer gol. Sempre que puder vou estar marcando”, disse. 

A lateral-esquerda Gabriela Nogueira, 17, viu o time crescer dentro e fora de campo. “No começo éramos desunidas. Depois fomos nos juntando e virando a equipe que somos hoje”, conta. Para ela, a final da Paulista Cup foi o ponto alto da temporada. “Viramos uma família”, finalizou.

A jovem Ayla Uema, 15, foi uma das surpresas do elenco. “Ninguém acreditava na gente. Depois da Paulista Cup começaram a respeitar o Santo André”, comentou. 

Já a zagueira Beatriz Harkensee, 15, representou a solidez defensiva da equipe. “É um time de peso. A gente está conquistando o nosso espaço no feminino”, diz. Para ela, parte da motivação veio das dúvidas externas: “Falavam que não íamos chegar. Respondemos dentro de campo.”

A temporada também reservou um feito internacional, onde o Santo André disputou um amistoso contra a Seleção Paraguaia Sub-17, que depois chegaria às oitavas da Copa do Mundo da categoria. 

COMISSÃO TÉCNICA

A treinadora Thaís Cavalcanti, 32, viveu um ano de reinvenção profissional. Com passagens por Santos e Red Bull Bragantino, ela precisou construir toda uma filosofia para as meninas. “Foi um ano muito produtivo. A Paulista Cup foi fundamental para nos preparar para o Paulista. Os resultados mostraram a força da modalidade. Foi um marco para o clube e para a cidade”, avalia. Para ela, o próximo passo é melhorar a captação.

O presidente do Santo André, Celso Luiz de Almeida, vê essa arrancada como um ponto de partida para algo ainda maior. “O projeto é uma parceria com a Prefeitura de Santo André, com um apoio espetacular da Secretaria de Esportes. Estou muito feliz com o desempenho do time. É um projeto novo que vem dando ótimos resultados”, afirmou. A expectativa é que a modalidade siga fortalecida em 2026, com expansão da base feminina.

O Santo André não apenas competiu: estabeleceu bases sólidas e uniu uma geração jovem e comprometida. 




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