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Legislativos do Grande ABC preveem despesas de R$ 459,4 milhões em 2026

Sete Câmaras terão aumento de 8,41% nos valores orçamentários; em 2025, só três Casas retornarão R$ 23,2 milhões às Prefeituras da região

Bruno Coelho
25/12/2025 | 07:30
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Santo André tem a Câmara com maiores despesas previstas entre as sete cidades em 2026 (FOTO: Claudinei Plaza 11/3/25)
 Santo André tem a Câmara com maiores despesas previstas entre as sete cidades em 2026 (FOTO: Claudinei Plaza 11/3/25) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Dentro de uma estimativa de receitas de R$ 22 bilhões nas cidades do Grande ABC, as sete Câmaras preveem despesas de R$ 459,4 milhões em 2026, correspondendo a 2,08% do valor global. As somas dos orçamentos destinados aos trabalhos de 150 vereadores da região no próximo ano registraram um aumento de 8,41% às cifras projetadas para 2025, no qual apenas três Casas confirmaram devolução de recursos ao Executivo até 31 de dezembro, totalizando em R$ 23,2 milhões regressados aos cofres públicos para uso em outras áreas.

Em 2025, os Legislativos têm previsões orçamentárias de R$ 423,7 milhões, seguindo na ordem decrescente das Câmaras mais caras Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Tal sequência sofreu somente uma alteração para 2026. Até o fim deste ano, somente os Parlamentos são-bernardense, são-caetanense e mauaense confirmaram que devolverão parte dos recursos para as Prefeituras, que poderão ser investidos em saúde, educação, segurança e demais setores necessitados.

O Parlamento com maior valor orçamentário da região é o segundo em assentos das sete cidades. Trata-se de Santo André, com 27 vereadores, comandada pelo presidente Carlos Ferreira (MDB), que terá à disposição um orçamento de R$ 116,5 milhões em 2026, uma majoração de 10% à planilha financeira deste ano, na qual estima despesas de R$ 105,8 milhões. Segundo o Legislativo, os valores foram totalmente utilizados neste exercício, não havendo, portanto, previsão de recursos regressados ao Executivo municipal. 

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Por sua vez, a Câmara de São Bernardo, a maior do Grande ABC com 28 assentos no plenário, manteve a previsão orçamentária de até R$ 100 milhões entre o atual e o próximo ano. Sob chefia de Danilo Lima (Podemos), o Legislativo confirmou que retornará, aos cofres do prefeito Marcelo Lima (Podemos), R$ 5,4 milhões até o encerramento deste exercício fiscal.

O Legislativo de São Caetano confirmou que vai fazer devoluções de R$ 15,3 milhões relativos a 2025, perante orçamento atual de R$ 90,9 milhões, garantindo um retorno de pelo menos 16,82% dos recursos ao Palácio da Cerâmica, sede do Poder Executivo, conforme informações da assessoria da Casa, sob o comando do presidente Carlos Humberto Seraphim, o Dr Seraphim (PL). Para 2026, a Câmara prevê receber um orçamento de R$ 96,2 milhões. Ao todo, a cidade conta contabiliza 21 vereadores.<EM>

Em Diadema, os 21 parlamentares terão à disposição R$ 60 milhões no próximo ano. De acordo com a Câmara, presidida por Rodrigo Capel (PSD), não haverá devolução à Prefeitura neste ano, já que serão utilizados os 100% dos R$ 54 milhões previstos em 2025. 

Já em Mauá, a gestão do chefe do Legislativo, Juninho Getúlio (PT), passa a ter o quarto maior orçamento parlamentar do Grande ABC em 2026, com R$ 61,8 milhões. Neste ano, os 23 legisladores mauaenses receberam R$ 49,5 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões retornarão ao Executivo.

Com 17 vereadores, a Câmara de Ribeirão Pires tem orçamento para 2026 no valor de R$ 18,3 milhões, enquanto na cidade vizinha de Rio Grande da Serra, com 13 cadeiras no Parlamento, contará com R$ 6,5 milhões. Até o fechamento desta reportagem, ontem à tarde, as duas Casas não tinham confirmado se farão devoluções ao Executivo em 2025.

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