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Auricchio e Stefânia não comparecem em oitiva da CPI da Dívida

Ex-prefeito de São Caetano e secretária da Fazenda em seu governo foram convidados a explicar débitos deixados no último ano de gestão

20/12/2025 | 08:54
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FOTO: Bruno Coelho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ex-prefeito de São Caetano José Auricchio Júnior (PSD) e a ex-secretária da Fazenda de sua gestão, Stefânia Wludarski, não compareceram à oitiva agendada para a última sexta-feira (19) na Câmara. Ambos foram convidados na última semana pelos integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida, na condição de investigados, para esclarecer o passivo financeiro gerado, em parte, nos últimos meses do governo encerrado em dezembro de 2024.

Em carta conjunta, José Auricchio e Stefânia afirmaram já ter se manifestado, por meio dos advogados, que têm total interesse em comparecer perante a CPI e realizar os esclarecimentos “sobre inúmeras inverdades que estão sendo propagadas”. Entretanto, destacam que existem três pontos fundamentais que os membros da Comissão devem refletir para continuidade legítima de seus trabalhos. 

“O primeiro é que a CPI está baseada em documentos sob investigação criminal por falsidade ideológica, com alguns funcionários que elaboraram essa documentação investigados pelo crime de peculato, isto é, demonstrando que os documentos não refletem a realidade dos fatos. Segundo, houve a contratação sem licitação de uma entidade privada externa para realização de “auditoria”, pelo extraordinário valor de R$ 800.000, o que se encontra também sob apuração judicial. Em terceiro, o município nega sistematicamente o acesso a informações e documentos, legitimamente requeridos, essenciais para o exercício pleno do direito de defesa e para a apresentação de esclarecimentos verdadeiros e fundamentados. A solicitação foi negada e, mesmo com ordem judicial, não foi atendida”, traz trecho da carta. 

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Ao requerer que o prefeito Tite Campanella (PL) seja ouvido pela CPI por suas declarações, Auricchio e Stefânia reivindicam que se retire do processo os documentos irregulares sob suspeita, para que possam depor sobre fatos verdadeiros e documentos íntegros, o que segundo dizem na nota, foi negado pela comissão.

“Reiteramos que, nessas atuais condições de irregularidades, não é possível colaborar com a CPI, pois não é cabível depor sobre premissas equivocadas e contraditórias, sem acesso a documentos públicos que são sistematicamente negados”, complementam em outro trecho da carta. 

Presidente da CPI, César Oliva (PSD) afirmou que o não comparecimento é prejuízo à cidade. “A prova documental está ali. Conseguimos levantar e estamos estudando. A materialidade existe e vai ser formalizada nesse relatório final que o relator vai fazer. Muitos vereadores levantavam a questão sobre a necessidade da oitiva do ex-prefeito e da ex-secretária para tirar dúvidas. Fizemos de tudo para isso, tentamos como testemunha e como investigados”, pontuou.

Oliva também rebateu declaração de Auricchio e Stefânia de que não tiveram acesso a informações e documentos. “Sempre criaram subterfúgios e desculpas, por exemplo, alegando falta de fornecimento de documentos pela Prefeitura, sendo que decreto de Auricchio pôs preço a essas cópias. A Stefânia não quer pagar as cópias para ter acesso aos documentos. Na realidade, todos os documentos relacionados à CPI já estão nos autos, aos quais eles tiveram acesso integral. Sentimos muito, mas vamos seguir. Isso não vai causar prejuízo aos trabalhos da comissão. Causa à cidade, que gostaria de entender o ponto de vista do outro lado”, afirmou o pessedista. 

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