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Chamado de ‘presidente’, Tarcísio afirma que Flávio Bolsonaro pode contar com seu apoio

À frente em pesquisas, governador diz que o senador se junta outros grandes nomes da oposição que já colocaram pré-candidatura à Presidência

09/12/2025 | 08:29
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FOTO: Paulo Guereta / Governo do Estado de SP
FOTO: Paulo Guereta / Governo do Estado de SP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Durante agenda em Diadema nessa segunda-feira (8), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O governador reafirmou sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.

Ovacionado por parte do público como possível candidato ao Planalto, Tarcísio contou que esteve com Flávio na última sexta-feira. “Flávio vai contar com a gente. Tem uma grande responsabilidade a partir de agora. Ele se junta a outros grandes nomes da oposição que já colocaram pré-candidatura, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Podemos ter outros nomes, como Ratinho Júnior. Todos extremamente qualificados”, afirmou.

Questionado se a aposta em Flávio como eventual candidato à Presidência é estratégica, já que pesquisas apontam que ele mesmo tem desempenho superior ao senador na corrida pelo Palácio do Planalto, Tarcísio disse que é cedo para conclusões. “Isso vamos avaliar ao longo do tempo. Está cedo. Temos tempo de maturação”, declarou o republicano.

DGABC

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PREÇO POLÍTICO

Flávio Bolsonaro oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026 na última semana, com o aval do pai, Jair Bolsonaro. A proposta seria reunir a direita em torno de um único nome e apresentar uma alternativa ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entretanto, o senador já sinalizou que poderia retirar sua candidatura, desde que haja um preço político que considere adequado.

Filho mais velho do ex-presidente, o senador participou de um culto evangélico em Brasília neste domingo. Ao deixar o evento, sinalizou que a “contrapartida” para abrir mão de sua pré-candidatura ao Planalto passa pela discussão de um projeto de anistia para os condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pela trama golpista, medida que beneficiaria diretamente seu pai.

“Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim e eu tenho um preço para isso, que eu vou negociar. Eu tenho um preço, só que eu só vou falar para vocês amanhã (segunda-feira)”, afirmou. “Espero que a gente paute essa semana a anistia. Espero que os presidentes da Câmara e do Senado cumpram o que prometeram, que pautariam a anistia, e deixem o pau cantar no voto no plenário, que é o que a gente sempre quis”, disse o senador.

O ex-presidente e outros seis réus em processo que julgou a tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023 foram condenados pela Primeira Turma do STF em setembro. No último dia 25, começaram a cumprir pena, após o encerramento da ação.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Porém, no último dia 22, teve sua prisão preventiva decretada a pedido da Polícia Federal, após Flávio Bolsonaro convocar vigília em apoio ao ex-presidente nas proximidades do condomínio Solar de Brasília 2, onde Bolsonaro estava em prisão domiciliar. A Polícia Federal avaliou que o ato representava risco para participantes e agentes policiais. O pedido foi acatado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

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