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Paulo Serra assume 1ª vice-presidência do PSDB nacional

Conforme antecipado pelo ‘Diário’, ex-prefeito foi alçado a segundo no comando da legenda e continuará à frente da Executiva estadual

28/11/2025 | 00:28
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FOTO: André Henriques 25/9/25
FOTO: André Henriques 25/9/25 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Conforme antecipado pelo Diário, o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra foi eleito ontem primeiro vice-presidente do Diretório Nacional do PSDB para o biênio 2025/2027. A definição ocorreu durante convenção semipresencial realizada em Brasília (DF), que também confirmou o deputado federal Aécio Neves (MG) como novo presidente nacional da legenda. 

Paulo Serra acumulará a nova função com o comando da Executiva Estadual do PSDB de São Paulo. Já Aécio Neves assume o posto no lugar do ex-governador goiano Marconi Perillo, em um momento de reestruturação interna do partido, que busca retomar protagonismo no cenário político e se fortalecer para as eleições de 2026.

Além da escolha da nova Executiva, a convenção aprovou a formação do Conselho Fiscal e celebrou a marca de 50 mil novos filiados nos últimos dois anos. No mesmo período, o PSDB elegeu 273 prefeitos, 289 vice-prefeitos e 2.956 vereadores em todo o País, dados apresentados como sinal de recuperação da sigla em nível nacional.

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Paulo Serra destacou que o momento é o de recolocar o partido no centro das discussões políticas, incluindo definições e alianças para o pleito do próximo ano. “Nos últimos dois anos, fizemos um trabalho intenso para reorganizar o PSDB em São Paulo e reconquistar um espaço de direito no debate nacional. Como primeiro vice-presidente da Executiva Nacional, vamos fortalecer os diretórios municipais de todo o País e engajar nossos filiados em um projeto muito próspero para o ano que vem”, afirmou o andreense.

Embora o ex-prefeito de Santo André apareça em pesquisas como possível candidato ao governo paulista, a eleição de Aécio Neves para a presidência nacional pode abrir espaço a uma reconfiguração de alianças. Aécio indicou que o partido poderá apoiar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) caso dispute a Presidência da República em 2026, mas com ressalvas. “Se Tarcísio for apenas o candidato de (Jair) Bolsonaro (PL), não o apoiaremos”, declarou Aécio Neves, reforçando que o PSDB não tem decisão fechada sobre alianças para o próximo pleito.

Cotado para disputar cargos como deputado federal ou até governador, Paulo Serra ainda não definiu seu futuro político. No entanto, o novo posto como vice-presidente nacional o coloca no centro das articulações do PSDB em 2025.

Em entrevista recente ao Diário, Paulo Serra afirmou que a sigla projeta eleger quatro deputados federais e seis estaduais em 2026. No entanto, o tucano reconheceu que o partido ainda enfrenta os impactos de decisões do passado.

“Nesse processo de reposicionamento do PSDB, é claro que vemos as perdas numéricas de uma legenda que já governou o País e mais da metade dos Estados. Hoje se paga o preço, principalmente por não ter lançado candidato à Presidência da República em 2022”, avaliou. 

Hoje, o PSDB conta com apenas dois deputados federais por São Paulo: Paulo Alexandre Barbosa e Vitor Lippi. Na Alesp (Assembleia Legislativa), Carla Morando deve deixar o partido para acompanhar o marido, secretário de Segurança Urbana da Capital e ex-prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (sem partido), em uma nova legenda, movimento previsto para a janela partidária de 2026. 

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